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XPML11 firma grandes acordos de compra e venda de ativos; veja valores

XPML11 firma grandes acordos de compra e venda de ativos; veja valores
Boletim Focus. Foto: Pixabay

XPML11 fechou acordo para ampliar sua participação em cinco shopping centers do grupo Iguatemi, em uma operação de R$ 608,67 milhões. O pagamento será feito em 24 meses, combinando recursos em dinheiro e cotas de uma nova emissão do fundo. A transação reforça a estratégia do fundo de reciclagem de portfólio, após vendas recentes que reduziram alavancagem e preservaram dividendos.

A operação envolve a aquisição de participações adicionais em empreendimentos já presentes no portfólio e a entrada em três ativos de alto padrão em São Paulo. No Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, o fundo comprará 9% adicionais do BBIG11, elevando sua fatia para 19,04%. No Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, adicionará 7% diretamente do Iguatemi, alcançando 30% de participação. Esses movimentos consolidam a presença do XPML11 em ativos prime.

A estrutura de pagamento combina desembolso imediato e compromisso futuro. Serão quatro parcelas: R$ 78,62 milhões à vista na conclusão; R$ 359,28 milhões via subscrição de cotas da próxima emissão; e duas parcelas somando R$ 170,77 milhões com vencimentos em 12 e 24 meses, ambas corrigidas pelo CDI. Essa arquitetura preserva liquidez e dilui o impacto no curto prazo.

Entram também três novos shoppings paulistas no portfólio: 9% do Iguatemi Alphaville (Barueri), 23,96% do Iguatemi Ribeirão Preto e 18% do Iguatemi São José do Rio Preto. A Iguatemi seguirá responsável pela administração e pelo controle operacional, mantendo a padronização de gestão e a qualidade dos ativos.

Impactos financeiros detalhados não foram divulgados. O fundo não informou cap rate, efeito projetado na receita nem na distribuição de dividendos. A Iguatemi classificou a transação como “alocação de capital eficiente”, sinalizando foco em otimização do portfólio. Para o XPML11, a medida pode fortalecer a geração de caixa no médio prazo, dependendo do desempenho operacional dos shoppings e do cenário de consumo.

Recentemente, o fundo vendeu participações em nove shoppings por R$ 1,6 bilhão, com cerca de R$ 1 bilhão recebidos à vista. O objetivo foi reduzir alavancagem e sustentar a distribuição de R$ 0,92 por cota. O novo movimento de aquisição parece complementar essa estratégia ao reequilibrar exposição em ativos considerados core.

XPML11 vende 9 shoppings e sustenta proventos até 2026

O fundo imobiliário dividendos do XPML11 concluiu a venda de participações em nove shoppings por R$ 1.651.579.978,79, em operação estruturada para reduzir a alavancagem e dar previsibilidade à distribuição de rendimentos. A gestão afirma que a transação permite manter o nível atual de proventos por mais tempo, mesmo após a diminuição da exposição direta aos ativos vendidos.

Entre os centros comerciais alienados, destacam-se fatias de 45% do Tietê Plaza Shopping e 25% do Campinas Shopping, além de 20% do Grand Plaza Shopping e 15% do Partage Santana Shopping, todos em São Paulo. No Rio de Janeiro, foram negociadas participações no Shopping Downtown (100%) e no Shopping Metropolitano Barra (40%). Também entraram no pacote 17,5% do Caxias Shopping, 39,99% do Shopping Ponta Negra (Manaus) e 14,31% do Shopping Bela Vista (Salvador).

O pagamento será escalonado. O fundo recebeu um sinal de R$ 1.028.300.649,01, com complemento de R$ 52.344.604,17 em 15 de janeiro de 2026, corrigido por 50% do CDI. O saldo de R$ 528.505.593,21 será amortizado ao longo de cinco anos, suavizando o impacto de caixa e contribuindo para o alongamento do perfil financeiro. Além disso, R$ 191.471.000,00 foram alocados na integralização de cotas subordinadas do FII Master, preservando exposição indireta aos ativos com retorno projetado de 20% ao ano.

Em paralelo, a gestão endereçou compromissos de curto prazo. A alienação sanou a pressão de liquidez associada a cerca de R$ 780 milhões em parcelas de aquisições, reduzindo riscos e fortalecendo a saúde financeira. O ganho de capital estimado é de aproximadamente R$ 278,2 milhões, equivalente a R$ 4,75 por cota, reforçando a capacidade de distribuição no curto prazo.

A administração reiterou o guidance para os dividendos do XPML11 entre R$ 0,86 e R$ 0,92 por cota até o primeiro semestre de 2026. Esse intervalo reflete a combinação de redução de endividamento, recebimentos parcelados e renda derivada da participação indireta via FII Master. A estratégia busca equilibrar menor risco financeiro com manutenção de rendimentos, preservando atratividade para o cotista.

Ao manter parte da exposição econômica e otimizar o passivo, o fundo reforça sua capacidade de atravessar ciclos. A operação, assim, sustenta os dividendos do XPML11 e aumenta a previsibilidade de caixa, mesmo com a venda de parcelas relevantes de seu portfólio.

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