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RBFF11 deve pagar dividendos “extras” e muda para multiestratégia; veja detalhes

RBFF11 deve pagar dividendos “extras” e muda para multiestratégia; veja detalhes
RBFF11 aprova mudanças no FII e projeta “13º" em dividendos

O fundo imobiliário RBFF11 pagará dividendos extraordinários de R$ 0,51 por cota em janeiro de 2025, em anúncio previsto para o último dia útil do ano. A medida funciona como um “décimo-terceiro” para os cotistas e decorre de ajustes estruturais no veículo. Além da distribuição, a gestão confirmou mudanças relevantes na estratégia e na governança do fundo, com efeitos sobre liquidez e alocação futura.

A Rio Bravo obteve aprovação em assembleia para reestruturar o RBFF11, que deixará de ser um FOF e passará a multiestratégia, adotando o nome Rio Bravo Multiestratégia e o ticker RBFM11. A alteração amplia o leque de investimentos e busca capturar oportunidades em diferentes ciclos do mercado imobiliário, mantendo disciplina de risco e diversificação.

Como surgiu o pagamento extra? A origem dos recursos é a renúncia da Rio Bravo à taxa de performance provisionada, estimada em cerca de R$ 4 milhões, e à adoção de uma nova metodologia de cálculo. Segundo a gestora Isabella Almeida, o objetivo é devolver parte do montante aos cotistas, já que o fundo não seguirá exclusivamente o IFIX como referência.

Quais os efeitos para o cotista? O desdobramento de cotas aprovado, na razão de 5 para 1, reduzirá o valor patrimonial de R$ 62,76 para R$ 12,55 por cota, sem alterar o patrimônio total. A expectativa é elevar a liquidez e facilitar a entrada de novos investidores, com impacto positivo no spread bid-ask e no volume diário negociado.

O fundo, agora com mandato multiestratégia, terá maior flexibilidade de alocação em ativos de tijolo, crédito imobiliário, companhias do setor e desenvolvimento. Em um cenário de reprecificação de juros e ciclo imobiliário em evolução, essa abordagem amplia a capacidade de capturar prêmios de risco e assimetrias de preço.

Tendências do mercado: fundos multiestratégia ganharam espaço no IFIX, alcançando 5,8% de participação em 12 meses, enquanto os FOFs recuaram para 2,8%. Esse movimento reflete a busca por eficiência de alocação, governança mais ativa e menor dependência de um único benchmark, fatores que podem sustentar o case do RBFM11.

Em síntese, os dividendos extraordinários reforçam a proposta de valor ao cotista, enquanto a reestruturação e o desdobramento miram liquidez e desempenho consistentes. Para investidores, o novo mandato, a renúncia de taxa e a política revisada de performance sinalizam alinhamento de interesses e foco em retorno ajustado ao risco.

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