O VIUR11 encerrou dezembro de 2024 com lucro contábil de R$ 1,464 milhão, equivalente a R$ 0,054 por cota, impulsionado pela receita imobiliária de R$ 1,795 milhão. Mesmo com resultado financeiro negativo de R$ 269 mil, o fundo manteve performance positiva no mês. A distribuição no período foi de R$ 0,089 por cota, e o saldo de resultados retidos alcançou R$ 4,060 milhões (R$ 0,151 por cota).
A gestão comunicou que as distribuições mensais permanecerão suspensas até dezembro de 2026. A decisão está ligada aos efeitos da venda relevante de portfólio anunciada anteriormente, que alterou a composição de receitas e o fluxo de caixa do VIUR11 no curto e médio prazos.
A operação de desinvestimento do fundo imobiliário VIUR11 envolveu seis imóveis, somando 82.329 m² de área bruta locável. O valor total da transação foi de R$ 269,2 milhões, o que corresponde a 98,3% do valor patrimonial dos ativos alienados, indicando um desconto controlado em relação ao book value.
A liquidação ocorreu em duas etapas: R$ 157,7 milhões foram compensados por meio de cotas do TRXF11, precificadas a R$ 100,33 cada, e R$ 111,5 milhões foram liquidados via assunção das obrigações vinculadas aos imóveis Ânima Porto Alegre e Ânima Canoas. Esse arranjo trouxe flexibilidade financeira e mitigou desembolsos imediatos.
Com a transação, o patrimônio líquido do fundo encerrou dezembro em R$ 217,8 milhões. As participações diretas em ativos imobiliários somaram R$ 48,0 milhões, enquanto as aplicações financeiras atingiram R$ 182,1 milhões, reforçando a posição de caixa e a capacidade de realocação.
Em síntese, o VIUR11 preservou rentabilidade no mês, reorganizou seu portfólio e fortaleceu a liquidez, ainda que com a contrapartida da suspensão temporária de proventos. Para o cotista, o cenário aponta foco em gestão ativa, disciplina na alocação e potencial reposicionamento para retomada de distribuições após 2026.