A ações da Prio (PRIO3) avançavam na terça-feira (6) após divulgação dos resultados operacionais do 4º trimestre de 2025. O movimento acompanha o viés positivo do Ibovespa, com investidores reagindo a números robustos de produção e vendas.
No 4º tri, a petrolífera reportou produção de 127,944 mil barris de petróleo equivalente por dia (boepd), alta de 45,1% frente ao trimestre anterior. O desempenho reflete a expansão de ativos-chave e a captura de sinergias operacionais. Em vendas, foram 10,861 milhões de barris no período, crescimento de 22,9% na comparação sequencial.
A XP classificou os dados como positivos, ainda que em linha com sinais prévios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A casa destacou o ramp-up de Peregrino após a aquisição de 80% em novembro e a evolução de Albacora Leste, que atingiu 26,2 kboed com a entrada do segundo compressor em dezembro, sustentando a tese de ganhos de eficiência.
No acumulado de 2025, a produção média da companhia alcançou 106,375 mil barris diários, enquanto as vendas somaram 38,067 milhões de barris. O perfil de ativos, com foco em campos maduros de maior retorno, contribuiu para a resiliência operacional e para a diluição de custos.
Apesar do tom positivo, o setor segue sensível ao ambiente geopolítico. Na véspera, PRIO3 e pares, como Petrobras (PETR4), recuaram diante das tensões após operação militar americana na Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro. O país detém cerca de 17% das reservas globais, fator que adiciona volatilidade às cotações.
Para o curto prazo, a leitura do mercado é que os dados operacionais reforçam a trajetória de crescimento da ações da Prio, enquanto a dinâmica de preços do Brent e o noticiário externo continuarão balizando o humor dos investidores. A combinação de produção em alta e ganhos de eficiência tende a sustentar a geração de caixa, ainda que riscos exógenos permaneçam no radar.