Economia

Projeção do IPCA e PIB para 2026 é atualizada; veja o que se espera

Projeção do IPCA e PIB para 2026 é atualizada; veja o que se espera
Relatório Focus traz novas projeções para inflação, PIB e juros no Brasil.

O Focus desta segunda-feira (12) mostrou ajustes pontuais nas projeções de inflação e preservou um quadro de estabilidade para o crescimento da economia brasileira. Houve leve redução na estimativa do IPCA para 2026, enquanto as expectativas para o PIB continuam indicando expansão moderada, sem mudanças relevantes nas últimas semanas.

Entre as principais alterações, a mediana do Boletim Focus para o IPCA de 2026 recuou de 4,06% para 4,05%. O número segue 0,45 ponto percentual abaixo do teto de 4,50% da banda de tolerância e, em relação a 30 dias atrás, representa queda ante os 4,10% então projetados. Nas 56 projeções mais recentes, a mediana passou de 3,99% para 4,00%.

O IPCA de 2025 fechou com alta de 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior à última mediana do Focus (4,31%) e à projeção do Banco Central (4,4%). Esse desempenho reforça a leitura de desinflação gradual, ainda que com pressões setoriais e inércias que exigem monitoramento contínuo das expectativas.

Segundo o comunicado do Copom de dezembro, o BC projeta IPCA de 3,5% no fim de 2026 e, para o horizonte relevante, inflação de 3,2% em 12 meses no segundo trimestre de 2027. Essas estimativas oficiais ajudam a ancorar a curva de juros e a calibrar a leitura prospectiva do mercado.

Desde 2025, vigora a nova meta contínua para a inflação, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Se o índice permanecer fora do intervalo por seis meses seguidos, configura-se o descumprimento da meta, o que exige explicações formais e pode influenciar a condução da política monetária.

No lado da atividade, a mediana para o PIB de 2026 ficou estável em 1,80% pela quinta semana consecutiva. Para a taxa Selic ao fim de 2026, o consenso permaneceu em 12,25%. O Copom, por sua vez, mantém os juros básicos em 15% há quatro reuniões seguidas, sinalizando prudência diante da dinâmica de preços e das expectativas.

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