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Ibovespa dispara 2% e se aproxima de 170 mil pontos em nova máxima

Ibovespa dispara 2% e se aproxima de 170 mil pontos em nova máxima
Ibovespa Hoje - Foto: Pexels

O Ibovespa avançava 2,04% nesta quarta-feira (21), alcançando 169.662,53 pontos às 12h15 e ficando a um passo dos 170 mil pontos. O movimento dá sequência à série de recordes iniciada na véspera, reforçando o apetite por risco no mercado local. A alta ocorre em um pregão de amplo predomínio comprador, com poucos papéis no negativo e forte participação de investidores estrangeiros.

Na terça-feira (20), o principal índice da B3 fechou aos 166.276,90 pontos, novo recorde de fechamento. Ao longo do dia, ainda superou a máxima intradia anterior de 166.069,84 pontos, registrada em 15 de janeiro, ao tocar 166.467,56 pontos. Esses marcos consolidam a percepção de que o mercado brasileiro atravessa um momento de fôlego, mesmo diante de ruídos no cenário internacional.

Por volta das 12h, apenas TIMS3, GGBR4 e GOAU4 operavam no campo negativo, refletindo movimentos setoriais específicos. No lado positivo, as ações de educação se destacavam: COGN3 e YDUQ3 figuravam entre as maiores altas do dia. Esse desempenho setorial indica a busca por papéis com potencial de recuperação e sensibilidade a ciclos de juros.

A escalada do Ibovespa ocorre em meio ao aumento das incertezas geopolíticas, com tensões entre Estados Unidos e Groenlândia e ameaças tarifárias de Donald Trump. Em paralelo, o Fórum Econômico Mundial em Davos mantém os investidores atentos a sinais sobre crescimento global, cadeias de suprimento e política monetária. Esse pano de fundo favorece a diversificação de portfólios para mercados emergentes.

Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o avanço reflete a entrada de capital estrangeiro que migra dos EUA diante das incertezas geradas por Trump, buscando mercados emergentes de menor volatilidade como o Brasil. O fluxo externo, somado à liquidez global e à percepção de prêmio de risco atrativo, sustenta a valorização dos ativos locais.

Para os próximos dias, a atenção se volta à temporada de balanços, aos sinais do Banco Central sobre a trajetória de juros e a possíveis desdobramentos nas relações comerciais internacionais. No curto prazo, a força do fluxo e o noticiário corporativo devem seguir no radar dos investidores que monitoram o comportamento do Ibovespa.

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