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Banco do Brasil (BBAS3) anuncia oito pagamentos de proventos para 2026

Banco do Brasil (BBAS3) anuncia oito pagamentos de proventos para 2026
Banco do Brasil Banco do Brasil (BBAS3). Foto: Divulgação/Banco do Brasil

O Banco do Brasil informou na terça-feira (19) que seu conselho de administração aprovou payout do Banco do Brasil de 30% para 2026, com distribuição via juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos aos acionistas de BBAS3. A medida direciona três décimos do lucro líquido anual para proventos, em linha com o modelo adotado recentemente pela instituição.

A proporção definida representa continuidade da política mais conservadora implementada em 2023, quando a distribuição foi reduzida de 40% para 30%. O ajuste ocorreu em um contexto de inadimplência elevada e piora de indicadores, sobretudo na carteira do agronegócio, exigindo maior prudência na alocação de capital e no fortalecimento de provisões.

Por que a manutenção em 30%? A gestão avaliou que preservar o nível atual traz previsibilidade e disciplina financeira. Ao manter a política, o banco equilibra remuneração ao acionista e robustez de capital, preparando-se para ciclos de crédito mais desafiadores e exigências regulatórias. Essa abordagem também pode sustentar o rating e reduzir o custo de funding.

Como será o fluxo de pagamentos? Estão programados oito desembolsos ao longo de 2026. Quatro dividendos do Banco do Brasil serão antecipados trimestralmente, como adiantamentos de resultados, enquanto os complementares ocorrerão após o fechamento e a aprovação das demonstrações de cada período, seguindo o calendário corporativo.

Quais os efeitos para o investidor de BBAS3? A previsibilidade do cronograma tende a facilitar o planejamento de fluxo de caixa e o reinvestimento de proventos. Ainda que o percentual atual seja menor do que a prática histórica, a frequência de pagamentos pode suavizar volatilidades e melhorar o retorno total ao acionista no longo prazo.

Como funciona a tributação? Os JCP distribuídos pelo Banco do Brasil sofrem retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte, enquanto os dividendos seguem isentos para pessoas físicas. Para investidores não residentes, aplicam-se regras específicas conforme acordos e legislação vigente.

Ao manter o payout do Banco do Brasil em 30% e um calendário de oito parcelas, a instituição reforça a disciplina de capital sem abrir mão de remunerar o acionista. Essa estratégia busca equilíbrio entre crescimento sustentável, resiliência de balanço e geração de valor.

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