As ações da cotação do petróleo influenciam diretamente o desempenho das petroleiras brasileiras, e na última segunda-feira (2) o movimento foi de queda. Em linha com o recuo do barril no mercado internacional, Petrobras (PETR4 e PETR3) e outras companhias do setor recuaram de forma expressiva, refletindo sinais de arrefecimento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O humor dos investidores mudou após indicações de diálogo e redução do risco geopolítico na região.
Às 13h, PETR4 caía 2,28%, a R$ 36,90, enquanto PETR3 perdia 2,43%, cotada a R$ 39,41. No mesmo horário, PRIO3 recuava 1,65%, a R$ 50,15, e RECV3 despencava 4,69%, a R$ 10,79. O movimento coordenado do setor reforça a sensibilidade das empresas brasileiras de óleo e gás às variações do preço internacional do barril.
A queda da cotação do petróleo foi precipitada por declarações de Donald Trump, indicando que o Irã estaria “conversando seriamente” com Washington. Esse sinal de desescalada levou o mercado a reavaliar o prêmio de risco embutido no preço, que havia se expandido diante do temor de conflito militar. A percepção de menor probabilidade de interrupções na oferta global reduz o suporte aos preços.
O Irã, peça-chave na OPEP, influencia rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa parcela significativa do comércio mundial de petróleo. Em momentos de tensão, investidores elevam o preço para compensar potenciais choques de oferta. Com o arrefecimento do quadro e ausência de exercícios militares na região, esse adicional começou a ser retirado.
O ajuste foi rápido porque o petróleo havia subido em janeiro justamente por incertezas geopolíticas. Assim que o risco diminuiu, ocorreu a correção simétrica. A realocação de posições, aliada a ordens automáticas de venda, acelerou o movimento, afetando papéis como PRIO3 e RECV3, mais sensíveis à volatilidade.
Para a cotação do petróleo, o foco agora se volta ao noticiário diplomático e a dados de estoques e demanda, que podem consolidar a tendência. Investidores acompanham ainda o câmbio e eventuais revisões de produção pela OPEP+, fatores que podem devolver suporte aos preços ou ampliar a pressão sobre o setor.