A XP reportou resultados robustos no 4T25, com receita bruta de R$ 5,3 bilhões, alta de 12% ante o 4T24, e lucro líquido ajustado de R$ 1,33 bilhão, avanço de 10% no comparativo anual. O desempenho reforça a capacidade de monetização em diferentes frentes, com expansão de margens e diversificação de receitas. O EBT ajustado somou R$ 1,55 bilhão, crescimento de 20%, levando a uma margem EBT de 31,3%, enquanto o ROE atingiu 23,9%, 94 pontos-base acima de 2024.
No acumulado de 2025, a XP registrou receita bruta de R$ 19,5 bilhões, alta de 8% na base anual, e lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 15%. Esses números refletem ganhos de escala e eficiência operacional, com foco na disciplina de custos e na alocação de capital, segundo a administração.
Em ativos de clientes, a companhia superou R$ 2 trilhões no trimestre, totalizando R$ 2,08 trilhões, expansão de 22% em doze meses. A captação líquida no varejo somou R$ 20 bilhões, sustentando a trajetória de crescimento. Em janeiro, a marca de R$ 1,5 trilhão em ativos sob custódia foi ultrapassada, impulsionada pela ampliação da base de clientes pessoa física no segundo semestre.
Resultados por segmento mostram que o varejo seguiu como principal pilar de receitas, alcançando R$ 3,86 bilhões no 4T25, alta de 8% na comparação anual. O desempenho foi suportado por fundos, renda fixa e novas verticais, como seguros, cartões e previdência. O volume de cartões atingiu R$ 14,6 bilhões, avanço de 11%, enquanto os prêmios de seguros de vida somaram R$ 502 milhões, crescimento de 25% frente ao 4T24.
O Banco de Atacado foi o destaque trimestral, com receita de R$ 895 milhões, salto de 49% ano a ano, impulsionado pela atividade de DCM. A unidade se beneficiou de maior demanda por originação e estruturação, além de ambiente favorável para emissões.
Segundo o CEO Thiago Maffra, os “resultados recordes” de 2025 refletem execução consistente e foco no cliente. Já o CFO Victor Mansur ressaltou a disciplina na alocação de capital e a diversificação de receitas, pilares que devem sustentar a rentabilidade. Com avanço de margens, crescimento em ativos e maior penetração em produtos, a XP encerra o ano consolidando sua posição em varejo e atacado.