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HGCR11 segura R$ 0,95 por cota apesar de queda no resultado

HGCR11 segura R$ 0,95 por cota apesar de queda no resultado
Imagem gerada por IA

O HGCR11 iniciou 2025 com resultado distribuível de R$ 11,511 milhões em janeiro, queda frente aos R$ 17,418 milhões de dezembro, mas manteve a distribuição de R$ 0,95 por cota, paga em 13 de fevereiro. A decisão sinaliza estabilidade na política de proventos, apesar da menor geração de caixa no mês. Para o investidor, o recado é de previsibilidade no curto prazo, ainda que o desempenho dos ativos peça atenção.

No período, o fundo registrou receitas de R$ 12,003 milhões e despesas de R$ 1,117 milhão. A retração do resultado distribuível decorreu de variações na performance da carteira, em especial em indexadores e marcações. Esse efeito foi parcialmente amortecido pela disciplina de alocação e pela manutenção de elevado nível de investimento do patrimônio.

No acumulado, o dividendos do HGCR11 seguem amparados por colchão de resultados, embora menor. O fundo encerrou janeiro com R$ 0,54 por cota de resultado acumulado, ante R$ 0,75 em dezembro. Já o saldo de inflação apropriada subiu para R$ 0,87 por cota (de R$ 0,81), somando R$ 1,42 por cota ao considerar ambos os componentes, contra R$ 1,56 anteriormente.

A carteira permanece majoritariamente alocada e diversificada. Em janeiro, o FII HGCR11 mantinha 97,4% do patrimônio líquido investido, sendo 88,2% em CRIs e operações estruturadas. A rentabilidade média ponderada alcançou 13,6% ao ano (IPCA + 9,3% ao ano), com prazo médio de 3,5 anos, distribuída em 39 CRIs e uma operação estruturada.

Entre os indexadores, 87% dos ativos seguem o IPCA (IPCA + 9,1% ao ano), 10% o CDI (CDI + 4,6% ao ano), 2% taxa prefixada de 14% ao ano e 0,1% o IGP-M. Em movimentações, houve aporte de R$ 25 milhões no CRI Carrefour (14% ao ano prefixado) e R$ 8 milhões no CRI Mega Moda (IPCA + 8,9%), além de redução de R$ 1,2 milhão na exposição ao GARE11.

Perspectivas para os próximos meses apontam manutenção do patamar de R$ 0,95 por cota, desde que o cenário macroeconômico siga dentro das projeções. Uma desaceleração mais intensa da inflação, contudo, pode pressionar receitas indexadas e exigir ajustes na distribuição, especialmente se afetar spreads e marcações de mercado.

Resumo para o investidor: o HGCR11 combina alto nível de alocação, carteira indexada majoritariamente ao IPCA e disciplina de distribuição. O monitoramento da inflação e da dinâmica de crédito seguirá crucial para sustentar o atual nível de proventos.

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