Os fundos de investimento em cadeias produtivas agroindustriais anunciaram novos dividendos dos Fiagros referentes a fevereiro de 2025, com pagamentos programados para a primeira quinzena de março. Os proventos serão distribuídos aos cotistas com posição em 27 de fevereiro, mantendo o calendário padrão do mercado. A faixa de rendimentos divulgada indica um mês favorável para o segmento, com destaque para fundos que superaram 1% de retorno mensal.
As distribuições variam de 0,53% a 1,57%, considerando o dividendo por cota e o preço de referência de cada ativo. Esse intervalo reforça a atratividade dos veículos de crédito e ativos agroindustriais em um cenário de taxas de juros em ajuste. Para investidores que buscam renda, a previsibilidade de pagamentos segue como um diferencial competitivo dentro do universo de Fiagros.
O JGPX11 lidera o ranking de yield em fevereiro, com retorno de 1,57%. O fundo distribuirá R$ 1,12 por cota, calculado sobre cotação-base de R$ 71,43, com pagamento marcado para 13 de março. A performance reforça a consistência do portfólio e a disciplina na gestão de risco. Logo atrás, o XPCA11 apresenta yield de 1,35%, ao pagar R$ 0,12 por cota sobre valor de R$ 8,88, também com liquidação em 13 de março.
Entre os demais destaques, o IAAG11 confirmou a distribuição de R$ 0,12 por cota, o que corresponde a um yield de 1,33%, com pagamento em 13 de março. Já o RURA11 pagará R$ 0,12 por cota, refletindo retorno de 1,30%, com data de pagamento antecipada para 6 de março. Esses resultados mostram resiliência e diversificação entre estratégias de crédito agro.
Como exceção de calendário, os Fiagros da Suno Asset seguem cronograma próprio. O SNAG11 e o SNFZ11 adotam data-base em 13 de fevereiro e pagamento em 25 de fevereiro, oferecendo previsibilidade operacional ao investidor. O SNFZ11 manteve distribuição de R$ 0,10 por cota, repetida desde julho após aquisições de fazendas no Mato Grosso. Já o SNAG11 elevou o provento para R$ 0,20 por cota, fortalecendo sua posição no financiamento agroindustrial.
Por fim, os dividendos dos Fiagros permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, reforçando a eficiência tributária desses veículos. A combinação de yields competitivos, cronogramas definidos e benefícios fiscais segue sustentando o interesse do investidor por esta classe de ativos.