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Ações da CVC disparam 14,80%; entenda o que aconteceu

CVC. Foto: Divulgação

CVC. Foto: Divulgação

As ações da CVC (CVCB3) saltaram 14,80% nesta sexta-feira (30), negociadas a R$ 2,56 por volta das 14h30, em um movimento de recuperação após a forte queda de 11,36% no pregão anterior, quando fecharam a R$ 2,34. A disparada chama atenção pelo volume e pela intensidade, refletindo uma busca por barganhas após a derrocada de quinta-feira.

Entre os fatores para a alta, analistas apontam uma correção técnica, à medida que investidores recompram posições na companhia de turismo. Esse reposicionamento ocorreu em um contexto de maior volatilidade, típico de períodos em que o fluxo é ditado por ajustes táticos e operações de curto prazo.

No pregão de quinta-feira, CVCB3 sofreu forte pressão vendedora, em linha com o aumento da aversão ao risco no mercado doméstico. O sentimento foi influenciado pelo humor negativo no exterior e por movimentos de realização de lucros na B3, o que intensificou a queda do papel.

Em contraste, nesta sexta, o desempenho da CVC destoou do Ibovespa, que recuava 0,76% aos 181.734,64 pontos até 14h10, renovando mínimas intradiárias. O índice foi pressionado pelo exterior, com bolsas americanas em queda após Donald Trump anunciar sua indicação para presidir o Federal Reserve, enquanto o dólar comercial avançava 1,34%, cotado a R$ 5,264.

A volatilidade do ativo aumentou a ponto de CVCB3 entrar em leilão durante o pregão, um mecanismo acionado diante de oscilações acentuadas. Esse comportamento reforça a sensibilidade do papel a notícias de curto prazo e ao fluxo internacional de capitais.

Nos bastidores corporativos, a companhia passou por mudanças relevantes na gestão. O conselho de administração destituiu o ex-CEO Fabio Martinelli Godinho, no cargo desde 2023, e elegeu Fabio Mader para a presidência, movimento que adicionou incerteza, mas também expectativas de reorientação estratégica.

Com a recuperação de hoje, as ações da CVC recuperam parte das perdas recentes, mas seguem expostas a oscilações, em um ambiente macro desafiador e de ajustes internos. Para investidores, a leitura predominante é de correção técnica, enquanto o mercado monitora os próximos passos da nova liderança e o humor global.

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