O início de 2026 traz uma postura mais conservadora entre gestores e casas de análise na seleção de ações para carteiras recomendadas. BTG Pactual, Genial, Itaú BBA, Santander, BB Investimentos e Andbank publicaram listas para janeiro priorizando empresas consolidadas, liquidez elevada e menor apetite para risco. A ênfase está em nomes com governança robusta, geração de caixa previsível e histórico de distribuição de dividendos.
Os setores financeiros dominam as escolhas, com Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) aparecendo em múltiplas carteiras. A preferência pelo segmento bancário reflete a busca por estabilidade, qualidade de ativos e retornos consistentes ao acionista. Entre as secundárias, o termo dividendos surge como pilar do racional, destacando resiliência em cenários de juros ainda elevados.
A presença de commodities também se intensifica por meio da Vale (VALE3), frequentemente incluída por BTG, Genial, Santander e Agora. A mineradora mantém estrutura de custos competitiva e disciplina de capital, fatores que mitigam a volatilidade do minério de ferro. Em paralelo, a liquidez desses papéis atrai investidores institucionais e reforça o caráter defensivo do portfólio.
Por que energia aparece com tanta recorrência? Petrobras (PETR3/PETR4), Vibra Energia (VBBR3) e Eneva (ENEV3) figuram repetidamente pelo perfil de geração de caixa e previsibilidade operacional. O setor tem peso relevante no Ibovespa e serve como amortecedor de choques macro. A previsibilidade de resultados, mesmo com ruídos setoriais, sustenta o interesse dos analistas.
WEG (WEGE3) completa o núcleo defensivo, apoiada em diversificação geográfica, inovação e execução consistente. A empresa oferece exposição internacional e ciclos longos de crescimento, reduzindo a sensibilidade a oscilações domésticas. Nesse contexto, a diversificação setorial ajuda a diluir riscos idiossincráticos.
Quais ações mais se repetem? O compilado das carteiras aponta cinco nomes recorrentes: Vale (VALE3), Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR3/PETR4), WEG (WEGE3) e Bradesco (BBDC4). A Genial destaca “assimetria” entre preço e valor, sem assumir riscos extras. BB Investimentos preserva equilíbrio setorial com ajustes pontuais. Itaú BBA amplia o número de posições para diluir risco, enquanto o Santander concentra em líderes tradicionais. O Andbank prioriza negócios com resultados previsíveis, reforçando a ênfase em ações de qualidade.
