O Agibank estreou na bolsa de Nova York (NYSE) nesta quarta-feira (11), consolidando-se como mais uma fintech brasileira a buscar capital no mercado norte-americano. A companhia precificou suas ações a US$ 12 por papel e levantou US$ 276 milhões, em uma captação que reforça sua estratégia de expansão e posicionamento competitivo no segmento financeiro digital.
Sob o ticker AGBK, a empresa vendeu 20 milhões de ações ordinárias Classe A. Além disso, os coordenadores da oferta têm 30 dias para exercer a opção de compra de até 3 milhões de ações adicionais pelo mesmo preço, mecanismo comum em aberturas de capital que dá flexibilidade para acomodar a demanda residual.
Como foi estruturada a operação? A oferta foi liderada por Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, com a participação de Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Societe Generale, XP, Oppenheimer & Co. e Susquehanna Financial Group. Essa formação de bancos globais e locais deu amplitude de colocação e alcance a diferentes perfis de investidores.
Por que o IPO saiu menor que o planejado? O banco digital reduziu substancialmente o tamanho da oferta em relação ao plano inicial. A expectativa era vender 43,6 milhões de ações na faixa entre US$ 15 e US$ 18. Posteriormente, a faixa foi revisada para US$ 12 a US$ 13, com o preço final no piso e o volume ajustado para 20 milhões de papéis.
H2: Estreia do Agibank em cenário seletivo para fintechs
A decisão de encolher a oferta refletiu uma demanda mais contida e um ambiente mais criterioso para listagens de fintechs. O desempenho recente de comparáveis também pesou: o PicPay, por exemplo, acumula queda de cerca de 20% desde sua estreia na NASDAQ, o que influenciou a percepção de risco e a precificação de novas emissões no setor.
Mesmo com o ajuste, o Agibank conseguiu concluir a listagem com uma base relevante de investidores e recursos para sustentar sua estratégia de crescimento. A presença de coordenadores de peso e o interesse por negócios com tração digital ajudaram a viabilizar a operação em um momento de maior seletividade.
A estreia na NYSE marca um passo importante para o Agibank, que passa a acessar um mercado de capitais mais profundo e diversificado, mantendo foco em eficiência, crescimento rentável e disciplina na alocação do capital.
