O Agibank protocolou nesta quarta-feira (14) seu pedido de IPO na bolsa de Nova York, reforçando o movimento de bancos brasileiros que buscam o mercado de capitais dos Estados Unidos. A oferta, estimada em aproximadamente US$ 1 bilhão, é coordenada por Morgan Stanley, Citigroup, Bradesco BBI e BTG Pactual. Caso aprovada pela SEC, as ações classe A e B serão negociadas sob o ticker AGBK, via holding AGI Inc.
A decisão de listar nos EUA acompanha a estratégia de pares como XP, Nubank e Inter, que já têm seus papéis negociados naquele mercado. Com maior profundidade de capital e base de investidores especializada em fintechs e bancos digitais, o ambiente norte-americano tende a oferecer melhor precificação e liquidez para o Agibank em sua estreia.
Segundo a Bloomberg News, a captação pretendida gira em torno de US$ 1 bilhão. O montante deve fortalecer a estrutura de capital, permitir expansão de carteira e acelerar investimentos em tecnologia, distribuição e originação de crédito. O cronograma e a faixa indicativa de preço serão definidos após a análise regulatória e o roadshow com investidores.
A operação foi submetida por meio da AGI Inc à SEC, em linha com listagens estrangeiras de empresas brasileiras. As ações, divididas entre classes A e B, devem manter flexibilidade de governança e controle. Entre os coordenadores, além dos quatro líderes, participam Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP e Oppenheimer, compondo um sindicato robusto e diversificado.
Fundado em 1999 por Marciano Testa, o banco híbrido soma mais de 6 milhões de clientes ativos e vem fortalecendo sua presença no crédito ao consumo. No terceiro trimestre de 2025, reportou carteira de R$ 34 bilhões e lucro líquido de R$ 875 milhões, com ROE de 41%, sob a liderança do CEO Glauber Marques Correa. Esses indicadores sustentam a tese de crescimento rentável e recorrente.
Com o IPO em Nova York, o Agibank busca ampliar a visibilidade global, acessar capital em dólar e consolidar sua posição em um mercado competitivo. Para investidores, a listagem reúne escala, rentabilidade elevada e governança alinhada a padrões internacionais, elementos que podem melhorar o valuation e a liquidez das ações ao longo do tempo.