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ARRI11 mantém lucro e distribui R$ 0,09 por cota em janeiro

ARRI11 mantém lucro e distribui R$ 0,09 por cota em janeiro
ARRI11 paga dividendos de 17,48% ao ano e divulga resultados. Foto: Pixabay

O ARRI11 iniciou o ano com estabilidade nos resultados, registrando lucro líquido de aproximadamente R$ 1,667 milhão em janeiro, muito próximo ao número de dezembro (R$ 1,698 milhão). A distribuição foi de R$ 0,09 por cota no período, o que representa um yield mensal de 1,35%, equivalente a 17,48% em base anualizada. Esse desempenho reforça a consistência do fluxo de rendimentos para o cotista, mesmo em um ambiente ainda desafiador.

No mercado secundário, o fundo teve desvalorização de 1,48% em dezembro, enquanto o IFIX avançou 2,27% no mesmo mês. Atualmente, o fundo imobiliário ARRI11 negocia com desconto de 21,37% em relação ao seu valor patrimonial por cota, abrindo espaço para possível assimetria de preço caso haja convergência aos fundamentos.

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A carteira do ARRI11 permanece concentrada em crédito imobiliário, com 80,3% alocados principalmente em CRIs, segmento que sustenta a previsibilidade dos rendimentos. Os investimentos em outros FIIs somam 18,1%, funcionando como diversificação tática, enquanto o caixa representa 1,6%, preservando liquidez para oportunidades. Entre as exposições setoriais, a incorporação lidera com 37,7%, seguida de loteamento (27,4%), corporativo (15,7%), logístico (10,2%) e hotelaria (8,9%).

Em termos de indexadores, cerca de 81% do portfólio está atrelado ao IPCA+, o que oferece proteção contra a inflação, enquanto 19% seguem o CDI+, balanceando a carteira com componente de juros. Quanto ao risco de crédito, a alocação está majoritariamente em operações High Yield (84,3%), com exposição complementar em Middle Grade (15,3%) e participação residual em High Grade (0,4%), refletindo uma estratégia de maior carrego.

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A distribuição de R$ 0,09 por cota no mês manteve o patamar de rendimentos recente, ancorada pela performance dos CRIs e pelo desconto na cota. A combinação de indexadores e risco sugere potencial para manter o carry em linha com a política de distribuição.

Perspectivas apontam para um ambiente mais favorável a partir de 2026, com a gestão projetando juros básicos próximos de 12% ao final do ano. Esse cenário pode beneficiar ativos indexados à inflação e reduzir a pressão sobre o custo de capital, favorecendo o ARRI11 no médio prazo.

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