AURA33 e VALE3 devem apresentar números robustos no quarto trimestre de 2025, de acordo com projeções do BTG Pactual. Em um ambiente de câmbio volátil e sazonalidade desfavorável para commodities, as mineradoras despontam com ganhos operacionais e avanço de volumes, sustentados por preços mais firmes de metais preciosos e do cobre, além da resiliência do minério de ferro.
A Aura Minerals surge como destaque, com receita líquida estimada em US$ 321 milhões no 4T25, avanço de 29% na comparação trimestral e 87% na anual. O EBITDA projetado alcança US$ 213 milhões, um salto de 40% no trimestre e 170% em doze meses, refletindo eficiência operacional e alavancagem positiva de preços. A casa vê um trimestre sólido para a companhia, com margens em expansão.
O lucro líquido da Aura é estimado em US$ 113 milhões, enquanto os volumes devem atingir 80 kGEO, alta de 7% frente ao período anterior. Esse desempenho é explicado pela valorização dos metais preciosos e do cobre, combinada a uma disciplina de custos. A projeção reforça a tese de crescimento orgânico e captura de preço.
A Vale deve reportar receita de US$ 11,1 bilhões, crescimento de 7% na base trimestral e 10% na anual. O EBITDA ajustado, excluindo Brumadinho, é estimado em US$ 4,5 bilhões, alta de 3% versus o trimestre anterior. A companhia se beneficia de um mix de qualidade e da estabilidade nos prêmios, apesar da volatilidade externa.
Os embarques de minério de ferro da Vale devem somar 86 milhões de toneladas, avanço de 2% no trimestre e 6% no ano, com performance logística consistente. A dívida líquida expandida é projetada em 1,0x o EBITDA, sinalizando solidez financeira e espaço para alocação de capital equilibrada entre investimentos, dividendos e eventuais recompras.
Em síntese, AURA33 e VALE3 caminham para um 4T25 positivo, com fundamentos sustentados por preços, volumes e disciplina financeira. O cenário ainda exige atenção ao câmbio e à demanda global, mas as projeções indicam resiliência e potencial de geração de caixa no curto prazo.
