A B3 (B3SA3) surpreendeu o mercado ao reportar lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2025, 22% acima do mesmo período de 2024 e superior ao consenso de R$ 1,2 bilhão. A reação foi imediata: as ações avançavam 0,95% nesta sexta-feira (27), cotadas a R$ 18,12 às 11h40, refletindo o otimismo com os números.
O resultado foi sustentado por avanço de 10,6% na receita líquida, que atingiu R$ 2,9 bilhões, com contribuição de todos os segmentos. O Ebitda recorrente somou R$ 1,8 bilhão, alta de 14,5% na base anual, e margem de 69%, ganho de 1,75 ponto percentual. A eficiência operacional e o mix de receitas ajudaram a elevar a rentabilidade.
No mercado de renda variável, o ADTV do mercado à vista alcançou R$ 26,2 bilhões, crescimento de 2,3% ano a ano e de 20,4% frente ao terceiro trimestre. O rali do Ibovespa e a entrada de capital estrangeiro reforçaram o fluxo, ampliando volumes e receitas de negociação e pós-negociação. A palavra-chave secundária destacada é o Ibovespa.
Em renda fixa e crédito, as emissões avançaram 16,8%, enquanto o estoque cresceu 17,9%, apoiados pelo ambiente de Selic ainda elevada. O estoque de dívida corporativa subiu 18,9%, indicando maior uso do mercado de capitais pelas empresas para alongar passivos e diversificar fontes de financiamento.
Os gastos totais foram de R$ 922 milhões, aumento de 1,5%, e as despesas ajustadas subiram 4,7%. O controle de custos, aliado ao crescimento de volumes, preservou margens e sustentou a geração de caixa. A disciplina operacional segue como pilar para a expansão orgânica.
No geral, a B3SA3 entregou um trimestre sólido, com crescimento em múltiplas frentes, margens resilientes e desempenho acima do esperado. A combinação de volumes maiores, diversificação de receitas e custos sob controle sustenta a tese de lucros robustos no curto prazo.