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XP corta recomendação e preço-alvo da Minerva (BEEF3); veja detalhes

XP corta recomendação e preço-alvo da Minerva (BEEF3); veja detalhes
Imagem gerada por IA

BEEF3 caiu na Bolsa de Valores na última terça-feira (24) e liderou as quedas do Ibovespa daquele pregão após a XP rebaixar a recomendação de compra para neutra, além de reduzir o preço-alvo de R$ 8,40 para R$ 7,20 por papel. Para a corretora, a relação risco-retorno deixou de ser favorável, com menor espaço para ações da Minerva performarem no curto prazo.

Segundo os analistas, o pano de fundo de demanda segue resiliente, sobretudo diante da escassez global de carne bovina. Ainda assim, crescem as assimetrias negativas e os riscos de overhang, o que limita a valorização das ações da Minerva e sustenta uma postura mais cautelosa.

Quais são os vetores de risco no radar? A XP aponta a possibilidade de novas restrições por parte da China, incertezas sobre cotas de exportação e um consumo doméstico brasileiro mais fraco. Esses fatores podem pressionar margens e adiar a recuperação operacional.

Além disso, a expectativa de virada do ciclo do gado pode elevar o custo da matéria-prima, comprimindo a rentabilidade. A potencial valorização do real frente ao dólar também pesa, reduzindo a competitividade nas exportações e afetando receitas em reais.

Projeções atualizadas indicam um quadro mais conservador. A corretora cortou as estimativas de Ebitda para 2026 e 2027 em 7% e 6%, respectivamente, levando as novas premissas a ficarem 7% e 9% abaixo do consenso Bloomberg. O movimento reforça a prudência no curto prazo.

Em síntese, a mudança para recomendação neutra e o ajuste no preço-alvo refletem a leitura de um ambiente mais desafiador. Embora a tese de demanda global permaneça, a XP entende que o balanço entre riscos e retorno piorou para as ações da Minerva, justificando a revisão de postura.

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