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Bitcoin e ações devem ganhar espaço nas carteiras em 2026? Veja o que se sabe

Bitcoin e ações devem ganhar espaço nas carteiras em 2026? Veja o que se sabe
Bitcoin. Foto: Pixabay

Victor Savolli, CEO da Velotax, projeta que o Bitcoin ganhará espaço nas carteiras em 2026, à medida que investidores buscam ativos de risco assimétrico em um ambiente de transição de juros e maior instabilidade global. Após um rali seguido por correção, o principal criptoativo voltou a níveis que favorecem aportes graduais, reduzindo a pressão do FOMO comum em períodos de euforia. Para Savolli, o momento é oportuno para pensar no longo prazo sem perder de vista a alta volatilidade do ativo.

“É um patamar interessante de compra pensando no longo prazo. É volátil, não é para todo mundo, mas faz sentido ter uma pequena exposição”, afirma o executivo. Dentro de uma estratégia barbell, a alocação em Bitcoin deve ser tática e controlada, visando assimetria de retorno sem comprometer a segurança do portfólio principal. No Brasil, a presença de ETFs e veículos regulados facilita a entrada e reduz barreiras operacionais.

Savolli sugere limitar a alocação entre 3% e 5% do portfólio total em criptoativos. Esse intervalo busca capturar potencial de valorização mantendo o risco sob controle. Além de ETFs listados, plataformas com custódia qualificada e fundos multimercado com mandato cripto oferecem alternativas diversificadas e supervisionadas. Para iniciantes, aportes periódicos ajudam a suavizar a volatilidade.

Na B3, o ambiente favorece setores de consumo cíclico, varejo e construção civil, que tendem a antecipar melhora nos resultados, sustentando múltiplos mais altos. Segundo o executivo, empresas expostas a commodities também podem se beneficiar das tensões inflacionárias nos EUA, com destaque para energia e petróleo. A seleção deve considerar geração de caixa, alavancagem e governança.

Entre as oportunidades, papéis ligados ao ciclo doméstico podem reagir a cortes graduais de juros, enquanto exportadoras se apoiam no dólar e em preços internacionais. A diversificação entre temas e prazos reduz o risco específico. Uma ênfase em qualidade e balanços resilientes é essencial para atravessar cenários voláteis.

Uma carteira robusta combina risco e proteção. Títulos pós e prefixados podem ancorar a volatilidade da renda variável e do Bitcoin. Os fundos de previdência PGBL oferecem duplo benefício: exposição a teses de investimento e vantagens fiscais na declaração do Imposto de Renda, potencializando o efeito de longo prazo.

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