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Brava Energia (BRAV3) troca comando e ajusta governança para destravar valor

Brava (BRAV3) Foto: Divulgação BRAVA

Brava (BRAV3) Foto: Divulgação BRAVA

A petroleira Brava Energia (BRAV3) anunciou uma ampla reformulação na alta gestão, com Richard Kovacs assumindo a presidência executiva em 1º de fevereiro, em substituição a Décio Oddone. Alexandre Cruz, fundador da JiveMauá, passa a presidir o conselho de administração. Para o Santander, a movimentação busca alinhar governança e geração de valor, reduzindo potenciais ruídos entre gestão e acionistas.

O banco avalia que a saída de Oddone encerra um ciclo relevante para a companhia. O executivo deixa como legado ganhos operacionais e maior previsibilidade nos campos de Atlanta e Papa-Terra, resultados que, segundo analistas, sustentam a confiança do mercado nos próximos trimestres. Essa base operacional consistente pavimenta o terreno para a nova fase de execução estratégica.

A promoção de Kovacs sinaliza uma transição para uma estrutura com maior participação dos controladores, reforçando o alinhamento de interesses. O bloco formado por Ebrasil, Jive e Queiroz Galvão detém 21% do capital, o que, na leitura do Santander, reduz o risco de desalinhamento entre gestão e controle. Esse desenho pode acelerar decisões e dar mais clareza à alocação de capital.

Benefícios esperados incluem aceleração da desalavancagem e fortalecimento do fluxo de caixa livre. Com ativos maduros e mais previsíveis, a companhia tende a capturar eficiência operacional, priorizar disciplina financeira e melhorar a capacidade de retorno ao acionista. Para os analistas, a combinação de fatores cria uma “assimetria interessante” na tese de investimento.

A troca de comando também reforça o papel do conselho na definição de prioridades, com foco em governança e performance. A presença de Cruz no colegiado pode intensificar o escrutínio sobre projetos e cronogramas, o que costuma favorecer a execução e a transparência. Em paralelo, a gestão de riscos ganha relevo diante do ciclo de investimento em produção.

Em síntese, a Brava Energia (BRAV3) entra em uma fase orientada por eficiência, desalavancagem e alinhamento com o capital. Se a nova liderança entregar disciplina operacional e financeira, o mercado tende a precificar um prêmio por governança e previsibilidade, consolidando a tese de valor no médio prazo.

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