A Brava Energia (BRAV3) firmou acordo para comprar 50% de Tartaruga Verde e do Módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. O anúncio foi feito em 15 de janeiro de 2026, via fato relevante, e o fechamento é esperado ainda em 2026, sujeito às aprovações regulatórias. A estrutura de pagamento é escalonada, preservando liquidez e oferecendo flexibilidade financeira à companhia.
No cronograma, a compradora já desembolsou US$ 50 milhões na assinatura. No fechamento, pagará US$ 350 milhões, valor sujeito a ajustes usuais de capital de giro e caixa. As duas parcelas remanescentes, de US$ 25 milhões cada, serão quitadas 12 e 24 meses após a conclusão. Esse desenho reduz risco de execução e alinha compromissos ao ramp-up operacional. A Brava Energia reforça que a alocação de capital seguirá critérios de retorno ajustado ao risco.
Os ativos ficam no sul da Bacia de Campos, em lâminas d’água entre 700 e 1.620 metros, com reservatórios a cerca de 3.000 metros de profundidade. A Petrobras continuará operadora via o FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em operação desde 2018, e manterá os outros 50% de participação. Essa configuração de parceria com operador experiente mitiga riscos técnicos. As concessões têm validade até 2039, ampliando visibilidade de caixa.
Em 2025, o cluster registrou média de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia (100% do ativo), com 14 poços produtores conectados ao FPSO. Essa base instalada e o histórico de performance sustentam o potencial de geração de caixa. A vida remanescente dos campos e a infraestrutura existente favorecem eficiência operacional e capex disciplinado. A presença do FPSO desde 2018 confere previsibilidade às rotas de escoamento.
A companhia destaca que a transação faz parte de sua estratégia de revisão contínua de portfólio, com foco em diversificação, eficiência e disciplina de capital. O racional inclui sinergias operacionais e perfil de produção resiliente. Entre as condições precedentes, estão aprovações do Cade e da ANP, além da manifestação sobre direito de preferência do operador atual. A Brava Energia avalia que o deal melhora o equilíbrio risco-retorno do portfólio.
Com ativos de médio risco e horizonte longo, a aquisição fortalece a tese de crescimento com geração de caixa. O modelo de pagamento faseado reduz exposição e preserva alavancagem. A Brava Energia vê espaço para otimizações operacionais com a Petrobras e captura de eficiência via FPSO em operação.