O BRCR11 iniciou 2026 com forte recuperação, registrando lucro de R$ 9,794 milhões em janeiro e revertendo o prejuízo de R$ 12,674 milhões apurado em dezembro de 2025. O desempenho reflete maior eficiência operacional do portfólio e avanços comerciais em ativos-chave de São Paulo e Rio de Janeiro, reforçando a capacidade de geração de caixa do fundo.
No resultado operacional, os imóveis do portfólio somaram R$ 11,029 milhões no período, sustentando a distribuição de rendimentos. Ao todo, foram pagos R$ 10,922 milhões aos cotistas, equivalentes a R$ 0,41 por cota, com base no resultado mensal. Esse patamar indica disciplina na política de proventos e estabilidade na geração recorrente.
Em São Paulo, o EZ Towers fechou novo contrato de meio andar (986,71 m²), elevando a ocupação para 84%. O locatário, que já atuava no edifício, prorrogou sua permanência até 2036, ampliando a visibilidade de receitas de longo prazo. No edifício Diamond, houve renovação por 60 meses, com valores próximos a R$ 140/m², reforçando a precificação em linha com o mercado corporativo da região.
No Rio de Janeiro, o Torre Almirante avançou em uma locação de 2.500 m² (dois andares), atualmente em fase final de negociação, com assinatura prevista para março. Além disso, a área devolvida em fevereiro já atraiu o interesse de duas empresas, ambas em negociação avançada, o que pode reduzir a vacância nos próximos meses e sustentar a performance operacional.
No edifício MV9, o órgão público locatário renovou por 60 meses. Apesar da devolução de uma pequena área, o reajuste contratual elevou a receita total do ativo. Essa combinação de retenção e recomposição de valores mitiga pressões sobre a vacância e ajuda a preservar a qualidade do fluxo de caixa.
A vacância financeira encerrou janeiro em 11,8% da receita potencial, enquanto a vacância física atingiu 13,1% da área bruta locável. Esses indicadores permanecem sob controle e podem melhorar com o fechamento das locações em curso, corroborando a trajetória positiva do BRCR11.