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Empresa pede IPO e mira R$ 2,5 bilhões para fortalecer caixa

BRK Ambiental. Foto: Unsplash

BRK Ambiental. Foto: Unsplash

A BRK Ambiental protocolou na CVM um pedido de IPO que pode encerrar o jejum de ofertas públicas iniciais no Brasil desde 2021. A operação, estimada em R$ 2,5 bilhões, deve fortalecer o balanço da companhia de saneamento, segundo apuração do Valor Econômico. A conclusão do processo depende das condições de mercado, aprovações societárias e registros na CVM e na B3.

A precificação da oferta pode ocorrer em fevereiro de 2025, conforme fontes do mercado de capitais. Em fato relevante, a empresa indicou que pretende realizar oferta primária e “potencialmente secundária”, combinação comum em operações que buscam captação para a companhia e, eventualmente, liquidez para acionistas.

Criada em 2008 como Odebrecht Ambiental, a BRK Ambiental nasceu do spin-off do braço ambiental da antiga Organização Odebrecht (hoje Novonor). Com foco em serviços de água e esgoto, a companhia consolidou-se como uma das maiores operadoras privadas de saneamento do país.

A empresa opera em mais de 100 municípios distribuídos por 13 estados, ampliando a cobertura de coleta e tratamento de esgoto e a distribuição de água tratada. Essa presença nacional reforça seu posicionamento em concessões e PPPs no setor de infraestrutura.

Desde 2017, o controle acionário está nas mãos da Brookfield, que detém 70% da empresa, enquanto o FI-FGTS possui os 30% restantes. Essa estrutura societária combina capital de longo prazo e participação relevante de um fundo ligado ao mercado de trabalho, o que tende a favorecer a estabilidade do negócio.

Caso seja bem-sucedido, o IPO poderá calibrar a alavancagem, financiar investimentos e apoiar a expansão da malha de saneamento, sobretudo em projetos que demandam capital intensivo. Para os investidores, o case oferece exposição a infraestrutura regulada, com receitas previsíveis e horizonte de longo prazo.

A realização do IPO dependerá também da janela de mercado, do apetite dos investidores institucionais e da definição do preço das ações no bookbuilding. Se confirmada a precificação em 2025, a BRK Ambiental pode inaugurar um novo ciclo de captações na bolsa brasileira.

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