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BTG vê assimetria em RAIL3 e aponta desconto relevante; entenda a tese

Rumo (RAIL3)

Rumo (RAIL3). Foto: Reprodução Facebook

O BTG Pactual enxergou uma janela de oportunidade em RAIL3 diante do ceticismo dominante no mercado. Segundo o banco, os papéis da Rumo já precificam um cenário excessivamente negativo, o que abre espaço para valorização conforme os riscos se dissipem e o quadro setorial se estabilize. A casa reforça a recomendação de compra, apoiada por fundamentos operacionais resilientes e múltiplos abaixo da média histórica.

Nos últimos trimestres, a empresa sofreu com choques exógenos. Mudanças no agronegócio, a competição mais acirrada com o transporte rodoviário e um ambiente tarifário desfavorável comprimiram margens e sentiment. Esses fatores levaram o valuation a níveis deprimidos, aumentando a assimetria entre preço e valor.

Em resposta, a Rumo adotou disciplina operacional e foco em eficiência. Mesmo com tarifas pressionadas, a companhia sustentou volumes relevantes e desempenho robusto. Ganhos de produtividade e rigor no controle de custos compensaram parte do desafio tarifário, mantendo o EBITDA em linha com as projeções do BTG e sinalizando resiliência do negócio.

Projeções do banco indicam receita de R$ 13,7 bilhões em 2025 e R$ 14,1 bilhões em 2026, com EBITDA de R$ 8,1 bilhões e R$ 8,4 bilhões, respectivamente. Além disso, houve ajuste para baixo no capex estimado, reduzindo o impacto de uma visão mais conservadora sobre preços e reforçando a geração de caixa. Essa combinação sustenta a tese de recuperação gradual.

Assimetria é o ponto central da tese. A RAIL3 negocia a 6,3 vezes EV/EBITDA 2026, abaixo da sua média histórica, indicando desconto relevante frente aos pares e ao próprio histórico. Para o BTG, muitos dos riscos já estão refletidos no preço, enquanto potenciais catalisadores, como normalização tarifária e eficiência, ainda não.

Com isso, o banco mantém recomendação de compra e ressalta que a redução das incertezas pode destravar valor. A trajetória de volumes, o ambiente competitivo e a disciplina de capital serão vetores-chave de rerating. Na visão do BTG, a Rumo combina solidez operacional e preço atrativo, sustentando a tese de alta no médio prazo para a ação.

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