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BTHF11 registra R$ 46 mi com venda da Ez Tower e eleva proventos

Com venda da Ez Tower, BTHF11 registra ganho de R$ 46 milhões - Foto: EZ Tower - SP Corporate

Com venda da Ez Tower, BTHF11 registra ganho de R$ 46 milhões - Foto: EZ Tower - SP Corporate

O fundo imobiliário BTHF11 reportou ganho de capital de R$ 46 milhões com a alienação do empreendimento corporativo Ez Tower, segundo o relatório gerencial de janeiro de 2026. A administração classificou a operação como evento extraordinário e reconheceu integralmente o resultado no período, destacando que não reflete, por si só, a dinâmica recorrente do portfólio.

A venda ocorreu no âmbito da estratégia de gestão ativa do fundo, baseada na rotação de ativos de acordo com as condições de mercado e avaliação de risco-retorno. A Ez Tower integrava a carteira de ativos reais do BTHF11 e sua desmobilização busca reciclar capital para oportunidades mais alinhadas ao mandato. O relatório não detalha o comprador nem termos contratuais.

Localizado no prolongamento da Av. Chucri Zaidan, em São Paulo, o complexo conta com duas torres corporativas de 26 pavimentos, especificações de alto padrão, heliponto e mais de 2.800 vagas de estacionamento. A infraestrutura é voltada a ocupantes de grande porte, com plantas flexíveis e serviços que atendem a operações intensivas.

Impactos no resultado foram visíveis: o fundo apurou R$ 0,114 por cota no mês, acima do patamar recorrente, impulsionado pelo ganho de capital. A distribuição mensal foi de R$ 0,106 por cota, classificada como extraordinária e sem indicação de nova referência estrutural para os próximos ciclos. A gestão reforçou que a política de rendimentos permanece aderente ao caixa recorrente.

Além da venda, houve ganhos complementares de R$ 5,5 milhões oriundos de amortização de caixa de outros fundos imobiliários, entre eles IRDM11, VTLT11 e SARE11. Essas operações corporativas incrementaram o resultado, mas têm natureza não recorrente e dependem de eventos específicos em cada veículo.

Com a reciclagem de capital, o BTHF11 potencialmente amplia sua flexibilidade para novas aquisições, redução de alavancagem ou reforço de liquidez, conforme o pipeline e a avaliação de risco. A continuidade da gestão ativa seguirá pautada por seletividade, preço e qualidade dos fluxos, com atenção ao cenário macro e ao mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo.

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