O fundo imobiliário BTLG11 encerrou novembro de 2025 com lucro de R$ 34,032 milhões, praticamente estável frente aos R$ 34,186 milhões do mês anterior. A distribuição foi de R$ 0,79 por cota, refletindo um dividend yield anualizado de 9,1%. O desempenho demonstra resiliência operacional em um período de transição marcado por desinvestimentos relevantes e ajustes na ocupação.
A receita total atingiu R$ 31,721 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,38 milhão, sustentando um NOI de R$ 30,34 milhões. O resultado imobiliário somou R$ 38,25 milhões, amparado por contratos de locação de longo prazo e portfólio de galpões com boa liquidez. Esses números reforçam a capacidade do BTLG11 de gerar caixa mesmo em um ciclo de reciclagem de ativos.
Recebimentos extraordinários também contribuíram para o mês. O fundo recebeu R$ 15,6 milhões da última parcela da venda do BTLG Campinas, apurando lucro aproximado de R$ 4,3 milhões (R$ 0,08 por cota). Além disso, concluiu a alienação de dois imóveis corporativos da operação SARE11, com ingresso de R$ 560,4 milhões em caixa. Essas transações fortalecem a posição financeira e reduzem riscos.
A gestão projeta caixa próximo de R$ 700 milhões ao fim do ciclo de desinvestimentos, montante considerado suficiente para cobrir obrigações e despesas ao longo de 2026. Desde a aquisição do SARE11, cerca de R$ 60 milhões já foram convertidos em caixa, elevando a flexibilidade para novas alocações, redução de passivos e potencial manutenção de proventos. Essa estratégia de reciclagem busca otimizar retorno ajustado ao risco.
Mudanças operacionais também avançaram. No BTLG Ribeirão Preto, dois módulos de 10 mil m² foram locados a empresas do agronegócio, com contratos de cinco anos, reforçando a diversificação setorial e a estabilidade de receita. No BTLG Embu, uma locatária desocupou 9,7 mil m², área que já está em negociação com interessados, mitigando o impacto de vacância.
Em síntese, o BTLG11 combina estabilidade de resultados com execução disciplinada de desinvestimentos e recomposição de caixa. A política de distribuição, o perfil de contratos e a rotação de portfólio indicam continuidade do desempenho, com foco em ativos logísticos de alta demanda. A perspectiva é de manutenção de fundamentos sólidos, enquanto a gestão busca capturar oportunidades e preservar a atratividade do yield.