O fundo imobiliário BTRA11 anunciou a distribuição de R$ 0,80 por cota referente a dezembro de 2025, com pagamento em 30 de janeiro de 2026. O valor é o dobro do mês anterior, quando foram pagos R$ 0,40 por cota, reforçando a capacidade do fundo de sustentar rendimentos mais robustos no curto prazo. Considerando a cotação de fechamento de dezembro em R$ 61,21, a distribuição implica dividend yield anualizado de 15,7%, um patamar atrativo frente a pares do setor.
Em dezembro de 2025, o fundo registrou receita bruta de R$ 13 milhões, equivalente a R$ 3,85 por cota, e resultado líquido de R$ 12,5 milhões, ou R$ 3,72 por cota. Esses números indicam eficiência operacional e margem consistente, sustentando a política de distribuição. A gestão mantém caixa de cerca de R$ 102 milhões, buscando alocações que preservem liquidez e elevem o retorno ajustado ao risco.
A conversão de FII para Fiagro, aprovada em assembleia, permitiu a adoção do regime de competência. Essa mudança contábil viabilizou a distribuição de resultados acumulados, ampliando a previsibilidade dos rendimentos e oferecendo maior flexibilidade para reconhecer receitas ao longo do ciclo dos ativos. Entre as operações recentes, destaca-se a venda de imóveis do Grupo Hendges em São Desidério (BA) por R$ 48 milhões, com recebimento em três parcelas até outubro de 2027.
Com a evolução do portfólio, o fundo acumula reserva de lucros de R$ 56 milhões, oriunda de vendas de fazendas e do resultado operacional. A gestão planeja distribuir R$ 25 milhões dessa reserva ao longo de 2026, equivalente a R$ 7,45 por cota. Esse movimento busca suavizar o fluxo de proventos e reduzir a volatilidade das distribuições.
Para 2026, a expectativa é de pagamento mensal mínimo de R$ 0,90 por cota, utilizando apenas recursos já realizados em caixa. Essa diretriz reforça o compromisso com previsibilidade e disciplina financeira, contemplando ajustes táticos conforme novas alocações e recebimentos ocorram ao longo do ano.
Em síntese, o guidance de distribuição, a posição de caixa e a transição para o regime de competência fortalecem a tese do BTRA11. A combinação de monetizações concluídas, reservas formadas e pipeline de recebíveis cria base para manter o patamar de rendimentos anunciado.