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Copasa (CSMG3) ganha força com privatização e revisão tarifária, dizem BTG e XP; veja alvos

Copasa (CSMG3)

Copasa (CSMG3). Foto: Divulgação.

A CSMG3 voltou ao centro das atenções do mercado após a combinação de avanços na privatização, revisão tarifária favorável e atualização de projeções por grandes casas. A Copasa viu XP e BTG Pactual revisarem cenários, com elevação de preços-alvo e expectativas operacionais mais robustas, reforçando a tese de reprecificação do ativo no curto e médio prazos.

A XP passou a tratar a desestatização como cenário-base, após a aprovação da legislação autorizadora e o encaminhamento dos últimos marcos, como a renovação com Belo Horizonte. Com isso, elevou o preço-alvo para R$ 53,60 (dez/2026), mantendo recomendação de compra. Para a corretora, o novo ciclo regulatório trouxe metodologias mais vantajosas, ampliando a rentabilidade estrutural da CSMG3 e reduzindo incertezas.

Com o novo marco, a XP destaca menor custo de capital próprio e integração de dados regulatórios recentes, sustentando uma visão construtiva. O fluxo de notícias pró-desestatização, somado ao desempenho operacional, fortalece a percepção de assimetria positiva no papel. Esse conjunto tende a sustentar múltiplos mais altos e compressão de risco.

O BTG ressaltou a aprovação de WACC pré-imposto de 13,7%, acima do esperado, implicando retorno real pós-imposto próximo de 11,0%. Segundo o banco, esse patamar é crucial para destravar investimentos e acelerar as metas de universalização, reduzindo a lacuna entre necessidade de capex e remuneração regulatória.

Outra mudança celebrada foi a compensação anual do capex executado ao longo do ciclo, diminuindo riscos operacionais e financeiros. Como resultado, o banco estima EBITDA regulatório de R$ 3,36 bilhões, acima das projeções anteriores, mesmo com RAB ligeiramente menor, sinalizando eficiência incremental.

A companhia projeta R$ 21 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, com desembolsos crescentes. O BTG vislumbra o EBITDA chegando a R$ 5,9 bilhões em 2030, refletindo crescimento acelerado da base regulatória e expansão de margens. A palavra-chave secundária proposta aparece uma vez: WACC regulatório.

A CSMG3 negocia com TIR real estimada em 11,2%, nível considerado atrativo frente às melhorias regulatórias e ao gatilho de privatização. Para a XP, o papel combina crescimento acima do setor com retorno ajustado ao risco mais favorável, sustentando a tese de rerating.

O BTG enxerga a ação em cerca de 1,5x EV/RAB para 2026, acima de pares como Sabesp, o que seria compatível com maior ROIC estrutural e aceleração da RAB. No conjunto, a CSMG3 passa a refletir um balanço mais equilibrado entre risco e retorno, com upside ancorado na execução da desestatização e no novo regime tarifário.

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