
O fundo imobiliário CPTS11 encerrou o mês de julho com um resultado de R$ 27,719 milhões, representando um leve aumento em relação aos R$ 27,487 milhões registrados em junho. Este crescimento decorreu de uma receita total de R$ 38,989 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 11,27 milhões, demonstrando uma gestão eficiente na geração de caixa.
Os cotistas receberam uma distribuição de R$ 0,086 por cota, culminando em um resultado acumulado de R$ 0,001 por cota ao longo do período.
Ao analisar o valor de mercado, a cota do FII CPTS11 fechou em R$ 7,28, apresentando um desconto de aproximadamente 17,9% em relação ao valor patrimonial de R$ 8,87. Em termos de rentabilidade, o mercado refletiu um desempenho negativo de -1,39% em julho, enquanto o retorno patrimonial foi positivo, de 0,48%.
O índice de referência do setor, o IFIX, recuou 1,36%, e o IMA-B teve uma queda de 0,79% no mesmo período, indicando uma conjuntura adversa para o mercado de fundos imobiliários e títulos públicos.
Projeções de dividendos e retorno esperado em CPTS11
Atualizando as perspectivas de rendimento, com a cotação de R$ 7,28 por cota, estima-se que as próximas distribuições possam atingir R$ 0,085 por cota, o que resulta em um dividend yield anualizado de 14,95%.
Caso o desempenho do fundo imobiliário CPTS11 seja mais favorável, esse valor pode chegar a R$ 0,095 por cota, elevando o DY para 16,83%. Por outro lado, cenários menos otimistas apontam para uma distribuição próxima de R$ 0,075, equivalente a um DY de 13,09% ao ano, o que ainda representa uma rentabilidade atrativa para o investidor.
Carteira de ativos e impacto macroeconômico no desempenho de CPTS11
A composição da carteira de ativos do fundo CPTS11 revela uma exposição significativa a 18 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que representam 33,2% do total. Todos esses CRIs estão atrelados ao IPCA, com taxa de marcação de IPCA + 8,72%, e não possuem exposição ao CDI.
Já a parcela dedicada a fundos imobiliários inclui 83 ativos, que representam 58,8% do portfólio, com a maior parte (86,2%) concentrada em fundos de tijolo e o restante em fundos de papel.
Segundo a equipe de gestão, a qualidade de crédito do fundo permanece classificada como high grade, com toda a carteira adimplente e sem operações problemáticas.
Parte do impacto recente na carteira de recebíveis foi causado pela abertura da curva de títulos públicos, com o IPCA + 8,32% passando para IPCA + 8,72% na marcação a mercado. Além disso, a carteira de fundos imobiliários teve uma rentabilidade positiva de 0,31%, superior à retração de 1,36% registrada pelo índice de fundos imobiliários, o IFIX.
Na atual conjuntura macroeconômica, julho foi marcado pela valorização do dólar em 3,1% frente ao real, enquanto o Ibovespa recuou 4,2%. O mercado de renda fixa também apresentou alterações, com as NTNBs de 10 anos subindo de 7,06% para 7,44%. As taxas de juros nominais para janeiro de 2027 subiram de 14,09% para 14,35%.
A gestão do fundo CPTS11 destacou que a carteira, composta predominantemente por ativos de alta qualidade, permanece alinhada às condições do mercado e às expectativas de rentabilidade para os próximos meses.