A CSMG3 recua 1,90% nesta sexta-feira (13), cotada a R$ 55,39 às 13h, após comunicado da Copasa sobre mudança na presidência do Conselho de Administração. Hamilton Amadeo renunciou ao cargo com efeito imediato, posição que ocupava desde 2023. O anúncio elevou a percepção de risco de governança no curto prazo e pressionou as ações no pregão.
A companhia informou que recebeu o pedido de renúncia de Amadeo como presidente e membro do Conselho, em comunicado ao mercado com base na Resolução CVM nº 44/2021. A CSMG3 destacou que o colegiado seguirá operando e que um sucessor interino será indicado conforme o estatuto social, buscando assegurar continuidade das decisões estratégicas.
Qual a relação com as apurações recentes? Reportagem do UOL trouxe delações premiadas homologadas pelo STJ envolvendo a Aegea, empresa presidida por Amadeo entre 2011 e 2020. Embora os acordos estejam sob sigilo e não haja condenação definitiva, o noticiário reforçou a aversão a risco, impactando a percepção sobre governança. A palavra-chave secundária: CVM 44/2021.
O que mostram as investigações? Colaborações firmadas apontam que a expansão da Aegea em concessões teria incluído pagamentos de propina para obtenção de contratos entre 2010 e 2018, com repasses ilícitos estimados em pelo menos R$ 63 milhões. A Copasa afirmou que acompanha os desdobramentos e manterá o mercado informado.
Como Amadeo é citado? O ex-executivo aparece como alguém que teria autorizado pagamentos no período investigado e também figura como delator no processo no STJ. Os termos permanecem sob sigilo, sem decisão transitada em julgado. A palavra-chave secundária: Aegea.
Impactos para investidores A CSMG3 pode enfrentar volatilidade adicional enquanto o mercado reavalia riscos de governança e possíveis efeitos regulatórios. No curto prazo, a substituição no Conselho tende a ser o foco, enquanto, no médio prazo, a efetividade de controles internos e a comunicação com stakeholders serão determinantes para a recuperação do múltiplo.
Perspectivas A Copasa deve priorizar a nomeação de um presidente do Conselho com perfil independente e histórico robusto de compliance. A manutenção de guidance operacional, transparência e reforço de auditorias pode mitigar o prêmio de risco. A palavra-chave secundária: governança corporativa.
