A CSNA3 aprovou um programa de alienação estruturada de ativos para reduzir o endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões a partir de 2026, alinhando finanças e estratégia. A decisão do conselho, tomada nesta quinta-feira (15), dá sequência ao plano apresentado em janeiro para destravar valor e abrir um novo ciclo de crescimento com disciplina de capital e foco em eficiência operacional.
Em 2025, a companhia vendeu 11% da MRS para a CSN Mineração, levantando R$ 3,35 bilhões. Esse movimento inaugural sinaliza a direção do projeto: acelerar a desalavancagem, fortalecer o balanço e criar base para investimentos seletivos. A governança inclui aprovações legais, concorrenciais e regulatórias, preservando transparência e previsibilidade.
A administração foi autorizada a conduzir alienações de ativos relevantes, priorizando operações que gerem caixa imediato e simplifiquem a estrutura corporativa. Setores como infraestrutura, cimentos e siderurgia estão no escopo de avaliação, com metas de retorno claras e foco no custo de capital. A alienação estruturada de ativos funcionará como alavanca para liberar recursos e reduzir riscos.
A estratégia financeira conecta-se aos objetivos operacionais: a companhia projeta potencial para dobrar o EBITDA em até oito anos, com alavancagem sustentável de 1x dívida líquida/EBITDA. Esse patamar é considerado mais saudável para o perfil de negócios, apoiando resiliência em ciclos de commodities e mantendo capacidade de investimento. A gestão reafirma disciplina na alocação e metas de produtividade.
Com a desalavancagem, o portfólio tende a ficar mais enxuto e eficiente, apoiado por ativos de classe mundial em mineração e infraestrutura. Essas plataformas concentram maior rentabilidade, sinergias e perspectiva de crescimento, permitindo priorização de projetos com payback atrativo. A empresa reforça que decisões seguirão critérios de criação de valor por ação.
A governança do processo incluirá marcos de execução, comunicação contínua ao mercado e manutenção de práticas de compliance. Ao calibrar desinvestimentos e investimentos, a CSNA3 busca otimizar o custo de capital, fortalecer a posição competitiva e dar previsibilidade ao ciclo de expansão.
