A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a oferta pública de aquisição (OPA) das ações preferenciais da GOL (GOLL54), movimento que impulsionou os papéis em 10,03% na B3 por volta das 11h da última sexta-feira (30). A aprovação está vinculada à saída da companhia do Nível 2 de Governança Corporativa e ao processo de fechamento de capital, etapas centrais da reestruturação em curso.
O avanço regulatório integra a reorganização societária que prevê a incorporação da GOL e da Gol Investment Brasil pela Gol Linhas Aéreas. O cronograma e os termos foram comunicados ao mercado por meio de fatos relevantes publicados em outubro e novembro de 2025, reforçando a transparência com investidores e credores. Essa consolidação busca simplificar estruturas e otimizar a alocação de recursos.
Quanto ao preço, a OPA define R$ 11,45 por lote de 1.000 ações preferenciais (GOLL54), sujeito a ajustes previstos no edital. O leilão ocorrerá em 19 de fevereiro de 2026 no ambiente da B3, com procedimentos operacionais detalhados pela instituição. Essa etapa será decisiva para a liquidez e a formação de preço no curto prazo.
Segundo a ofertante, o valor proposto supera o preço justo apurado pela Apsis Consultoria Empresarial em laudo datado de 9 de janeiro de 2026, incorporando cenários de valorização potencial identificados no estudo técnico. Esse prêmio tende a reduzir assimetria informacional e mitigar riscos de disputa entre minoritários e controladores.
A companhia, criada em 2001, integra o Grupo Abra e está entre as principais operadoras de aviação doméstica no Brasil. Mantém parcerias estratégicas com American Airlines e Air France-KLM, além de 18 acordos de codeshare, ampliando capilaridade internacional e conectividade de rotas. O programa de fidelidade Smiles permanece como pilar relevante de relacionamento com clientes.
No segmento de cargas, a GOLLOG sustenta participação relevante, apoiando a diversificação de receitas. Com cerca de 14,7 mil colaboradores e frota de 143 aeronaves Boeing 737, a GOL reforça capacidade operacional em um ciclo de transformação que envolve governança, estrutura de capital e eficiência. Para investidores, a OPA e o desliste sinalizam uma nova fase estratégica, com foco em disciplina financeira e execução.