Dezesseis fundos imobiliários anunciam proventos aos cotistas nesta sexta-feira (23), oferecendo uma janela de renda passiva a quem acompanha o mercado. Entre os destaques estão XPML11 com R$ 0,92 por cota, RBRX11 pagando R$ 0,09 e SNEL11 com R$ 0,10 por cota, valores que reforçam o apelo dos FIIs neste período de maior seletividade.
A mecânica de distribuição é clara: os FIIs devem repassar, por lei, 95% do resultado financeiro semestral aos investidores. Embora a regra seja semestral, a maioria dos fundos adota a prática de pagamentos mensais, o que favorece o planejamento financeiro do cotista e a previsibilidade de caixa.
Para o investidor pessoa física, a tributação é um diferencial competitivo. Os rendimentos costumam cair automaticamente na conta da corretora e, quando atendidos os requisitos legais, são isentos de Imposto de Renda, tornando os dividendos hoje especialmente atrativos para estratégias de renda.
Confira a lista completa dos FIIs que pagam nesta data: ALZC11 (R$ 0,10), ALZR11 (R$ 0,08), BPML11 (R$ 0,92), BTLG11 (R$ 0,79), CPOF11 (R$ 0,47), CPUR11 (R$ 0,10), FCFL11 (R$ 0,94), MCRE11 (R$ 0,11), RBRX11 (R$ 0,09), RDIV11 (R$ 0,49), SNCI11 (R$ 1,00), SNEL11 (R$ 0,10), SNFF11 (R$ 0,80), SNME11 (R$ 0,15), XPIN11 (R$ 0,85) e XPML11 (R$ 0,92).
Dentre eles, XPML11 e XPIN11 se destacam no segmento de shoppings e logística, respectivamente, enquanto BTLG11 reforça a resiliência dos galpões em um cenário de demanda firme. Já SNCI11 marca presença com distribuição de R$ 1,00 por cota, um patamar relevante para quem busca rendimento consistente.
- Destaques de yield (mês | 12m): ALZC11 (1,37% | 15,98%), BPML11 (1,01% | 16,29%), SNFF11 (1,03% | 12,71%), SNME11 (1,54% | 15,23%), e XPML11 (0,84% | 10,11%). Esses números ajudam a comparar recorrência e atratividade, mas não dispensam análise de risco, vacância e qualidade dos contratos.
Para quem prioriza renda, os fundos imobiliários seguem como alternativa eficiente, combinando potencial de distribuição com vantagens fiscais. Ainda assim, é essencial avaliar governança, carteira e cenário macro antes de alocar capital nos FIIs que pagam dividendos hoje.
