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Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço e impulsiona Embraer e Taurus

Embraer (EMBJ3)

Embraer (EMBJ3). Foto: Unsplash

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o “tarifaço” nesta terça-feira impulsionou papéis expostos ao mercado americano na B3, com destaque para ações da Embraer (EMBJ3) e TASA4. O alívio regulatório reduziu incertezas e devolveu apetite ao risco no setor industrial, após meses de volatilidade desde o anúncio das tarifas no ano passado.

No início do pregão, ações da Embraer (EMBJ3) recuavam 1,4%, a R$ 93, refletindo cautela pré-decisão. Com o veredito, os papéis inverteram o sinal e fecharam às 17h em alta de 1,74%, a R$ 96,31. Investidores interpretaram o movimento como fator estruturalmente positivo para margens e previsibilidade comercial no maior mercado da companhia.

Os Estados Unidos são estratégicos para a Embraer: cerca de 45% das vendas de jatos comerciais e 70% dos executivos têm destino americano. Esse peso operacional amplia a sensibilidade do papel a mudanças tarifárias, sobretudo em cadeias globais de suprimentos e na precificação de contratos. A leitura é que a normalização reduz pressões de custo e alonga a visibilidade de entrega.

A Taurus (TASA4) mostrou reação ainda mais intensa. As ações saíram de queda de 1% pela manhã para máxima intradiária acima de 13%. No fechamento das 17h, avançavam 6,51%, a R$ 5,56. A empresa tem exposição ao mercado norte-americano de aproximadamente 80% da produção, o que torna o cenário tarifário um vetor direto para receitas e competitividade.

Para mitigar riscos tributários e logísticos, a Taurus transferiu parte das linhas de montagem para os EUA em 2024. A medida, combinada com a derrubada do “tarifaço”, tende a suavizar gargalos, otimizar custos e acelerar a rotação de estoques no canal americano, reforçando a tese de re-rating no curto prazo.

No recorte de 12 meses, TASA4 ainda acumula queda superior a 25%, refletindo incertezas regulatórias e pressões setoriais. A ações da Embraer (EMBJ3), por sua vez, engataram recuperação depois que aeronaves ficaram fora do tarifaço de 50%, amparadas por recordes na carteira de pedidos e demanda resiliente. A decisão da Corte adiciona um gatilho relevante para ambas, com potencial de melhoria nas expectativas de lucros e fluxo de caixa.

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