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Embraer (EMBJ3) cai após lucro e Ebitda recuarem no 4T25

Pessoas de negócios trabalhando em uma mesa com gráficos

Imagem gerada por IA

A Embraer (EMBJ3) recuou 5,63% nesta sexta-feira (6), negociada a R$ 82,25 às 12h30, após a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025. Por volta das 16h30, as ações ainda recuam 7,53%. O balanço mostrou queda no lucro e no Ebitda ajustado, apesar de uma receita recorde no período, o que elevou a percepção de pressão nas margens e motivou ajustes nas ações.

No 4T25, o lucro líquido ajustado caiu 20,3%, para R$ 832 milhões, frente ao mesmo trimestre de 2024. O Ebitda ajustado também cedeu 17,2%, somando R$ 1,612 bilhão. Esses números indicam um trimestre mais desafiador em termos de rentabilidade, mesmo com bom desempenho operacional em entregas.

Por outro lado, a receita líquida avançou 4,3% e atingiu nível recorde de R$ 14,3 bilhões, sustentada pelo cronograma de entregas e mix de produtos. O fluxo de caixa livre ajustado chegou a US$ 738 milhões, beneficiado pela conversão operacional e gestão de capital de giro. Esse avanço ajudou a mitigar parte do impacto nas margens.

As tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos somaram US$ 27 milhões no trimestre e US$ 54 milhões no acumulado de 2025, pressionando custos e reduzindo o resultado. Esse fator regulatório adicionou volatilidade ao desempenho financeiro e permanece como risco exógeno para as próximas leituras.

Para 2026, a empresa projeta receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões e fluxo de caixa livre ajustado mínimo de US$ 200 milhões, excluindo a Eve. As projeções refletem disciplina financeira e foco em rentabilidade, mesmo em um ambiente externo desafiador, com impacto de tarifas e câmbio.

O Santander avaliou os números como levemente acima das expectativas, com EBIT recorrente entre 1% e 4% superior às estimativas. A recomendação permanece outperform, com preço‑alvo de US$ 86 para os ADRs, sugerindo potencial de valorização no médio prazo diante do pipeline robusto e eficiência operacional.

Em síntese, a reação negativa do mercado à performance da Embraer EMBJ3 decorre da compressão de margens e do efeito das tarifas, ainda que a receita recorde e o forte caixa sugiram resiliência operacional.

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