O BTG Pactual mantém visão otimista para EMBR3 em 2026, destacando a combinação de exposição cambial, demanda por aeronaves e crescimento consistente na área de defesa. Segundo o banco, a fabricante brasileira se consolida como a principal alternativa para investidores que buscam proteção ao dólar sem abrir mão de empresas com capacidade de execução e backlog robusto.
Em 2025, a companhia apresentou desempenho sólido, com vendas recordes na aviação comercial e contratos relevantes em defesa. As entregas superaram as expectativas, evidenciando eficiência operacional em um ambiente marcado por limitações de oferta. Esse histórico reforça a confiança do mercado na disciplina de capital e na capacidade de conversão de backlog em receita.
No horizonte de 2026, o cenário segue favorável. No segmento comercial, as restrições globais de oferta em narrowbodies sustentam um ambiente competitivo que favorece preço e margens. Na defesa, as tensões geopolíticas ampliam orçamentos militares em regiões estratégicas, ampliando oportunidades para programas existentes e novos desenvolvimentos.
A ação negocia a 12 vezes EV/Ebitda projetado para 2026, com desconto de 30% ante pares globais. A relação EV/Backlog de 0,4 vez também sugere espaço para reprecificação, à medida que a visibilidade de entregas aumenta e a normalização da cadeia de suprimentos avança. Esse conjunto fortalece a leitura de assimetria positiva no curto e médio prazos.
Entre os gatilhos positivos estão novos pedidos, aceleração das entregas com a recuperação industrial e potenciais avanços em programas de defesa e mobilidade aérea. Como riscos, o relatório cita eventuais atrasos produtivos, a competição do Airbus A220 e incertezas geopolíticas que podem afetar cronogramas e margens. A dívida líquida de 0,5 vez Ebitda oferece conforto financeiro e flexibilidade para investir em capacidade e inovação.
Com fundamentos em evolução, o BTG argumenta que os múltiplos de EMBR3 podem se manter acima da média histórica, apoiados por melhor retorno sobre capital e crescimento estrutural. “Vemos a Embraer como um nome de destaque para exposição em dólar no Brasil, combinando produtos de alto valor agregado e relevância crescente no setor de defesa global”, conclui o banco.
