O segmento de escritórios de alto padrão em São Paulo encerrou 2025 com avanço robusto nos aluguéis, acumulando alta de 6% e contratos pontuais acima de R$ 300 por metro quadrado. Segundo relatório do BTG Pactual, o mercado atingiu o maior nível de ocupação em 20 anos, sugerindo o fim de um ciclo de excesso de oferta que marcou o período recente. O movimento reflete a reprecificação de ativos bem localizados e um reposicionamento de empresas em busca de eficiência e imagem corporativa.
Após a fase mais aguda do período pós-pandemia, quando a vacância elevada pressionava preços, os preços dos aluguéis passaram a subir de forma consistente. O avanço de 6% no último trimestre de 2024 consolidou a retomada observada ao longo de 2025, com proprietários recuperando poder de negociação. A maior competição por espaços qualificados reduziu concessões e encurtou prazos de fechamento.
Nas regiões mais disputadas da capital paulista, surgiram novas locações com valores acima de R$ 300 por metro quadrado, patamar concentrado em edifícios de classe A/A+ com especificações técnicas superiores. A busca por endereços estratégicos, boa mobilidade e certificações ambientais elevou a disposição a pagar por parte de locatários com operações intensivas em talentos e atendimento.
Absorção e vacância caminharam em sentido favorável. O mercado registrou a maior absorção líquida de escritórios de alto padrão em São Paulo desde 2005, superando 238 mil m² ocupados em 2025. Em submercados prime, a taxa de vacância caiu para abaixo de 15%, aproximando-se de níveis pré-pandemia e apoiando novas altas seletivas de preço, especialmente em ativos diferenciados.
Recomendações do BTG corroboram a melhora estrutural do setor. O banco vê perspectiva positiva para fundos imobiliários de lajes corporativas, com avanço dos indicadores operacionais e da geração de caixa. Entre os preferidos estão PVBI11, BRCR11 e JSRE11, além de HGRE11, TEPP11 e RCRB11, que se beneficiam do aperto de vacância e de revisões contratuais.
Em síntese, a recuperação dos escritórios de alto padrão reflete demanda qualificada por ativos premium, reajustes sustentados e expectativa de ciclos de valorização adicionais. A combinação de ocupação recorde, redução de espaços disponíveis e recomendações favoráveis do sell side indica continuidade do viés positivo para 2026, sobretudo nos edifícios topo de linha.