O início de 2026 trouxe elevada volatilidade aos mercados financeiros globais. No cenário doméstico, as eleições presidenciais já influenciam as decisões de investimentos, enquanto tensões geopolíticas e disputas entre superpotências pressionam ativos ao redor do mundo. Nesse ambiente, entender riscos e ajustar a carteira é crucial para atravessar o ciclo com segurança.
No front externo, a combinação de negociações entre Estados Unidos e Europa com conflitos regionais afeta diretamente as cotações das commodities, o câmbio e as bolsas internacionais. Esses choques se propagam ao Brasil, ampliando a instabilidade local e exigindo disciplina na alocação.
Durante janeiro, o Ibovespa renovou máximas, acompanhado pela valorização do ouro, tradicional porto seguro. Em contrapartida, a cotação do petróleo e do minério de ferro exibiu forte oscilação, refletindo incertezas de oferta e demanda. Nesse contexto, preservar o poder de compra torna-se prioridade para o investidor.
A orientação central é proteger o patrimônio antes de buscar rentabilidades elevadas. João Arthur, da Suno Consultoria, reforça que preservar não apenas valores nominais, mas o poder de compra real, é o primeiro passo para decisões consistentes. Em ambientes instáveis, essa mentalidade evita erros impulsivos.
A proteção patrimonial exige que os ativos acompanhem a inflação, mitigando perdas reais. Para isso, a diversificação cumpre papel essencial: reduz riscos sem necessariamente sacrificar retornos, ao explorar correlações entre classes de ativos. O equilíbrio entre prazos e indexadores ajuda a suavizar choques.
Na prática, a carteira deve combinar renda fixa pós-fixada, prefixada e títulos atrelados à inflação, tanto públicos quanto de crédito privado. Na renda variável, incluir ações e fundos imobiliários amplia fontes de retorno e dividendos, mantendo foco na qualidade e no longo prazo.
A diversificação internacional agrega resiliência por meio de bonds, ETFs e BDRs de investimentos em ações internacionais, reduzindo a dependência do cenário brasileiro e a exposição a riscos idiossincráticos. Por fim, o preparo emocional, aliado à análise técnica e fundamentalista, sustenta decisões patrimoniais mais adequadas em períodos de estresse.
