O fundo imobiliário FATN11 firmou, em 12 de fevereiro de 2026, promessa de compra de um edifício comercial na Avenida Angélica, 745, em São Paulo. O imóvel possui 4.135 m² de área bruta locável, distribuídos em 14 pavimentos-tipo, além do térreo. A estratégia prevê modernização completa, com foco em eficiência e pronta ocupação para diferentes perfis de inquilinos.
O prédio passará por retrofit amplo e fit-out das unidades, com entrega no formato plug and play, reduzindo tempo de implantação para locatários e acelerando a estabilização da ocupação. A iniciativa busca capturar demanda qualificada na região e elevar o padrão técnico do ativo, tornando-o competitivo frente a edifícios corporativos de padrão A.
A aquisição será estruturada em três frentes: recursos em caixa, cotas da 6ª emissão e cessão de direitos construtivos sobre o potencial residual do terreno. Em espécie, serão pagos R$ 22.537.351,93, com 20,6% quitados como sinal e o saldo em 30 de abril de 2026, corrigido por 100% do DI acumulado. O montante de R$ 8.537.000 será liquidado por meio de cotas da 6ª emissão, em parcelas a partir de março de 2026.
Além da modernização, a administração avalia mecanismos de otimização operacional, como eficiência energética e padronização de especificações técnicas. Esses ajustes podem reduzir despesas condominiais e melhorar a atratividade do ativo para ocupantes sensíveis a custo total de ocupação. A proposta inclui espaços flexíveis, áreas colaborativas e infraestrutura de TI robusta.
Receitas e rentabilidade
Após a conclusão das obras e ocupação plena, a receita de locação mensal estimada é de R$ 662 mil. A rentabilidade líquida projetada, considerando retrofit e equipamentos, deve se alinhar aos retornos observados no portfólio do fundo, preservando o perfil de risco-retorno do veículo. O cronograma prevê oito meses para implantação, com estabilização subsequente.
Durante a fase de obras, a administração projeta que não haverá alteração relevante nos dividendos mensais por cota. A estratégia de caixa e a estrutura de pagamento em etapas tendem a mitigar impactos temporários no rendimento do fundo imobiliário, enquanto o ativo é preparado para captura de valor no médio prazo.