O fundo imobiliário dividendos do ALZR11 anunciou a distribuição de R$ 0,0851 por cota, referente aos resultados de dezembro de 2025. O pagamento será feito em 23 de janeiro de 2026 para quem estiver posicionado até sexta-feira, 16 de janeiro. Considerando a cotação média de dezembro (R$ 10,77), o provento equivale a um dividend yield mensal de 0,79%, o maior nível dos últimos seis meses, sinalizando consistência operacional.
As cotas encerraram dezembro a R$ 10,77, ligeiramente acima do valor patrimonial por cota (R$ 10,64). Esse comportamento indica que o fundo negocia próximo ao seu patrimônio líquido, o que sugere precificação alinhada aos fundamentos e reduzida assimetria de valor no curto prazo. Para investidores, a proximidade do P/VP a 1,0 reforça a leitura de risco-retorno equilibrada.
Em novembro, o Data Center Scala/RS teve reajuste de 4,1% pelo IPCA acumulado, refletindo a proteção inflacionária dos contratos. Com isso, 90% do portfólio já passou por correção, restando três imóveis (10% da carteira) com atualização prevista para dezembro. Esses ajustes devem sustentar a receita recorrente, favorecendo a previsibilidade de caixa.
A base de investidores do fundos imobiliários segue em expansão. O fundo imobiliário ALZR11 atingiu quase 177,5 mil cotistas em novembro, com entrada de 3.600 novos no mês. A gestão avalia que o recente desdobramento de cotas amplia o acesso ao ativo, com potencial de elevar a liquidez diária e apoiar a formação de preço ao longo do tempo.
O fundo mantém R$ 220 milhões em caixa e valores mobiliários, cerca de 17% do patrimônio líquido, conferindo flexibilidade para honrar obrigações e capturar oportunidades de alocação. O portfólio é composto por 23 imóveis, diversificados por tipologia, setor dos locatários e geografia, mitigando riscos específicos e contribuindo para a estabilidade de rendimentos.
Em síntese, os dividendos do ALZR11 no patamar de 0,79% ao mês, aliados à inflação repassada em 90% dos contratos e ao caixa robusto, reforçam a tese de renda e resiliência. Para quem busca previsibilidade, a combinação de ativos de qualidade, P/VP próximo a 1,0 e pipeline de reajustes pendentes pode sustentar a distribuição nos próximos meses.