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Gestoras de FIIs veem corte da Selic como provável em março

Após meses de juros a 15%, gestores de FIIs tratam corte da Selic como cenário-base a partir de março - Foto: Freepik

Após meses de juros a 15%, gestores de FIIs tratam corte da Selic como cenário-base a partir de março - Foto: Freepik

A análise dos mais recentes relatórios gerenciais de janeiro, abrangendo 17 dos principais fundos imobiliários da B3, indica mudança clara no tom das gestoras. O corte da Selic em 2026 deixou de ser cenário distante e passou a ser encarado como probabilidade concreta, refletida em diferentes segmentos do mercado.

A taxa básica, atualmente em 15% ao ano, é descrita como próxima do pico do ciclo. Em pelo menos quatro documentos, há menção explícita ao Comitê de Política Monetária (Copom) e à possibilidade de flexibilização já em março, condicionada ao avanço consistente da inflação e das expectativas ancoradas.

Como os diferentes segmentos veem a Selic?

Desempenho e precificação do IFIX em 2025

O IFIX acumula alta de 21,15% no ano, mesmo com a Selic em 15%, segundo relatório do MXRF11. Gestores atribuem a recuperação, em parte, à antecipação do ciclo de queda dos juros e ao reposicionamento dos investidores. Vários relatórios gerenciais observam que fundos imobiliários ainda negociam com desconto ao valor patrimonial, sobretudo no segmento de tijolo, refletindo assimetrias de preço.

A expectativa de corte da Selic não surge de maneira isolada, mas como percepção disseminada entre múltiplas casas. Se confirmada, a redução tende a reprecificar os fundos imobiliários listados na B3, favorecendo ativos com rendimentos atrelados à inflação e portfólios preparados para capturar compressão de taxas, além de impulsionar revisões de fluxo de caixa descontado.

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