A corretora Genial divulgou o desempenho de suas carteiras de ETFs em janeiro de 2025, mês marcado por juros elevados e busca por diversificação. A Carteira ETF Macro liderou os ganhos com alta de 6,11%, enquanto o CDI avançou 1,11% no período. O resultado reforça a atratividade dos ETFs em cenários de incerteza, combinando diferentes classes de ativos para equilibrar risco e retorno.
Para fevereiro, a estratégia Macro manteve distribuição igual entre os componentes, com 20% em cada ETF. O portfólio mescla crédito pós-fixado, infraestrutura digital, small caps, exposição ao mercado americano com renda fixa doméstica e commodities. Esse desenho busca capturar oportunidades cíclicas e de longo prazo, sem abrir mão da disciplina de alocação.
A Carteira RF+ adotou um posicionamento mais defensivo, priorizando preservação patrimonial. Em janeiro, o portfólio subiu 1,33%, superando o CDI e validando a abordagem de risco moderado. Para o novo mês, a gestora manteve os mesmos ativos, ajustando apenas os pesos para refinar a relação risco-retorno. Entre as apostas, destaque para a resiliência de renda fixa indexada ao CDI e títulos de alta qualidade.
No universo cripto, a Carteira CriptoFIX recuou 1% em janeiro, refletindo a volatilidade estrutural do segmento. A principal mudança foi a concentração de 80% no LFTS11, ETF de títulos públicos pós-fixados, reforçando o caráter conservador e a gestão de liquidez. A equipe eliminou exposições a Bitcoin e a estratégias de momentum, priorizando maior estabilidade por meio do Nasdaq Crypto Index, uma importante referência setorial.
A Carteira Cripto++ registrou queda de 5,42% no mês. A composição foi recalibrada com GBTC11 e HASH11 em 40% cada, complementados por BITH11 e FOMO11 com 10% cada. O objetivo é capturar o potencial de alta de criptoativos líderes, mantendo diversificação entre diferentes índices e produtos.
Entre os principais benefícios dos ETFs estão a diversificação por cestas de ativos, custos competitivos e transparência na composição. Esses fundos permitem acesso simultâneo a ações, renda fixa e commodities, reduzindo risco idiossincrático frente a papéis individuais. Para investidores em busca de equilíbrio, essa combinação aumenta a eficiência do portfólio e facilita rebalanceamentos táticos ao longo do ciclo.