O brasileiro Coca-Cola Henrique Braun assumirá a presidência global da companhia em 31 de março de 2026. Atual vice-presidente executivo e diretor de operações, ele sucederá James Quincey, que seguirá como presidente executivo do conselho. A mudança marca um movimento estratégico de continuidade, com foco em eficiência operacional e expansão internacional da marca.
A transição na liderança da COCA34 reforça a governança corporativa e a sucessão planejada. Braun também passará a integrar o conselho de administração ao tomar posse, consolidando a influência executiva na definição de prioridades globais. Essa reconfiguração busca acelerar inovação, sustentabilidade e crescimento em mercados maduros e emergentes.
Ao longo de quase três décadas, Braun construiu carreira robusta na multinacional, liderando unidades nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina. Sua experiência multicultural e fluência em diferentes ambientes regulatórios o credenciam a conduzir a empresa em cenários de alta competição e transformação do consumo. Em 2024, foi promovido a vice-presidente executivo; no início de 2025, tornou-se diretor de operações.
Entre 2013 e 2016, o executivo comandou as operações da Grande China e Coreia do Sul, fase marcada por iniciativas digitais e de portfólio. De 2016 a 2020, presidiu a Coca-Cola Brasil, com foco em inovação de embalagens e ampliação de categorias. Em seguida, chefiou a Coca-Cola América Latina, avançando em distribuição e parcerias com engarrafadoras.
Trajetória e formação de Henrique Braun na Coca-Cola
Nascido na Califórnia e criado no Brasil, Braun ingressou na empresa em 1996, na Engenharia Global em Atlanta. Graduado em engenharia agronômica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, tem mestrado pela Michigan State University e MBA pela Georgia State University. Esse repertório acadêmico fortaleceu sua atuação em operações, supply chain e estratégia.
Ao assumir o topo da Coca-Cola, Braun terá a missão de consolidar ganhos de produtividade, acelerar projetos sustentáveis e ampliar a relevância do portfólio sem açúcar e de bebidas funcionais. Sua liderança deve fortalecer a relação com engarrafadores, aprimorar a execução comercial e impulsionar crescimento rentável em todas as regiões.
