O HGLG11 apresentou, em relatório gerencial, projeções de rendimentos para 2026, condicionadas ao fechamento de negociações em andamento e à normalização dos recebimentos contratuais do portfólio. A administração reforça que se trata de estimativas e que as distribuições futuras dependerão das condições de mercado e do sucesso das tratativas em curso.
No primeiro semestre de 2026, a gestora indica a manutenção de R$ 1,10 por cota. Para o segundo semestre, a projeção é de elevação para R$ 1,17 por cota, caso os fluxos contratuais retornem aos níveis originais. Essas previsões buscam dar visibilidade ao cotista, sem configurar garantia de pagamento.
O resultado do período foi impactado por eventos não recorrentes, entre eles a alienação de imóveis (R$ 0,07 por cota), o ganho da SPE Simões Filho (R$ 0,04 por cota) e a compensação pela desapropriação do terreno HGLG SJC (R$ 0,02 por cota). Além disso, alguns locatários anteciparam aluguéis de janeiro, elevando pontualmente o desempenho.
A distribuição de proventos foi mantida em R$ 1,10 por cota, com pagamento em 15 de janeiro de 2026. As reservas acumuladas aumentaram para R$ 0,44 por cota após o período, oferecendo maior flexibilidade para suavização de resultados futuros.
Houve movimentações relevantes de locatários no portfólio: a Knight Therapeutics passou a ocupar área na Masterlabs, enquanto a Winoa substituiu a Plastic Omnium no ativo de São José. A vacância física recuou para 2,2% ao fim do mês, e, com negociações mapeadas, a gestão projeta 3,3% para fevereiro de 2026, refletindo ajustes transitórios de ocupação.
A estrutura de capital segue conservadora, com alavancagem financeira de 9,6% no portfólio; ao considerar dívidas via SPEs, o índice atinge 11,3%. Segundo a administração, esse nível suporta o crescimento do portfólio, com monitoramento contínuo dos impactos no custo de capital e na distribuição.
Em síntese, o HGLG11 combina guidance prudente, geração de caixa reforçada por efeitos não recorrentes e ajustes de portfólio que tendem a sustentar a ocupação. O desempenho futuro dependerá da conclusão das negociações e do comportamento dos contratos, fatores essenciais para consolidar a trajetória de proventos projetada.
