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HGRE11 eleva provento pontual e reduz vacância para 5,9%

HGRE11 eleva provento pontual e reduz vacância para 5,9%
HGRE11 paga dividendos 76% maiores e anuncia vacância menor. Foto: Pixabay

O HGRE11 reportou receita total de R$ 11,753 milhões em dezembro, equivalente a R$ 0,99 por cota, mantendo a geração operacional dentro do esperado para o período. Em janeiro de 2025, o fundo distribuiu R$ 17,726 milhões aos cotistas, um valor 76% acima do recorrente, visando cumprir a exigência regulatória de repassar 95% do lucro caixa semestral. Esse reforço foi pontual e não altera a diretriz de distribuição ao longo dos próximos meses.

Em 15 de janeiro, o FII pagou R$ 1,50 por cota, acima dos cinco meses anteriores. A administração explicou que o nível elevado decorre do acerto regulatório e não indica mudança estrutural no patamar de proventos. Assim, o investidor deve considerar a sazonalidade da regra de distribuição ao avaliar a renda do HGRE11.

No fechamento de dezembro, o fundo imobiliário HGRE11 apurou resultado distribuível de R$ 8,826 milhões, equivalentes a R$ 0,75 por cota, sem efeitos não recorrentes. Esse dado reforça a normalização do fluxo de resultados, após o repasse extraordinário atrelado ao semestre.

A vacância segue em trajetória de queda. A física recuou para 5,9% e a financeira, para 4,1%, refletindo novas locações no ativo Guaíba. Entraram a Secretaria da Mulher, com 767 m² de ABL, e a Junta Comercial do Estado, com 809 m² de ABL, contribuindo para a ocupação e a estabilização do fluxo de recebíveis.

A gestão também negocia a renovação antecipada do contrato com a Totvs no empreendimento Sêneca, maior contrato do portfólio, com vencimento em março de 2027. Essa frente é estratégica para alongar prazos, reduzir riscos de vacância futura e preservar a previsibilidade das receitas.

Por fim, o HGRE11 mantém alavancagem de 2,5%, com 75% dos vencimentos concentrados no longo prazo, favorecendo a gestão do passivo em cenários de juros elevados. A combinação de melhora na ocupação, pipeline de renegociações e estrutura de dívida conservadora sustenta a tese de renda, ainda que o pico de janeiro não deva se repetir como novo patamar mensal.

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