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Ibovespa renova recorde intradiário com Petrobras em alta

Ibovespa renova recorde intradiário com Petrobras em alta
Imagem gerada por IA

O Ibovespa avançou com força nesta terça-feira (24), fechando em alta de 1,40% aos 191.490,40 pontos. Neste pregão, o índice renovou o recorde intradiário e o de fechamento, revertendo a queda da sessão anterior. O sentimento positivo é amparado por movimentos no exterior e por ações de peso no índice, com destaque para Petrobras.

Entre os vetores locais, a PETR4 subiu 2,54% a R$ 39,57, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. A escalada das cotações reflete tensões geopolíticas crescentes entre Irã e Estados Unidos, fator que sustenta prêmios de risco na commodity e fortalece empresas do setor de energia.

Mais cedo, por volta das 13h30, as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) lideravam as altas, com ganho de 4,32% a R$ 3,14, fechando o dia com ganho de 3,99%. O movimento ocorre na expectativa pelos resultados do quarto trimestre de 2025, previstos para após o fechamento do mercado. A aposta é de que iniciativas de reestruturação e ajustes operacionais possam aparecer nos números, ainda que a volatilidade permaneça elevada.

No lado negativo, a Gerdau (GGBR4) recuou após reportar queda de 69% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025, sinalizando pressão nas margens e demanda mais fraca em segmentos-chave. Já a Minerva (BEEF3) figurou entre as maiores perdas do Ibovespa, após a XP reduzir a recomendação de compra para neutra, movimento que pressiona o papel no curto prazo.

Mais cedo, o dólar caía 0,44% frente ao real, cotado a R$ 5,145 na compra e R$ 5,146 na venda às 13h40, mesmo com o DXY ligeiramente positivo (+0,02%). A dinâmica sugere fluxo doméstico e externo equilibrando a demanda por proteção em meio a um ambiente global ainda desafiador. No final da sessão, porém, o dólar fechou em queda de 0,26%.

Perspectivas para o dia incluíam a continuidade da rotação setorial, com blue chips ditando o rumo do índice. A atenção do investidor segue voltada ao noticiário corporativo e às commodities, enquanto o Ibovespa testa novas máximas em meio a um cenário de risco moderado.

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