O Ibovespa sustenta nova alta nesta quarta-feira (28) e opera aos 183.733,58 pontos por volta das 14h30, com valorização acima de 1%. O movimento ocorre um dia após o índice fechar pela primeira vez acima dos 181 mil pontos, reforçando o apetite por risco no mercado local e o fluxo para a renda variável brasileira.
Pela manhã, o principal índice da B3 rompeu os 184 mil pontos e cravou novo recorde intradiário. Às 10h40, o IBOV avançava 1,4%, aos 184.483,46 pontos, em um rali concentrado nos setores de mineração e siderurgia, amparado por perspectivas operacionais e leitura positiva de balanços.
As mineradoras e siderúrgicas puxam os ganhos. A Usiminas (USIM5) lidera com alta de 7,03%, favorecida por expectativas de margens melhores e dinâmica de preços do aço. A CSN Mineração (CMIN3) sobe 3,88%, refletindo ajustes no curto prazo e posicionamento técnico após recentes quedas.
As ações da Vale (VALE3) avançam 2,21%, negociadas a R$ 86,78, mesmo com a retração do minério de ferro no exterior. Investidores repercutem sinais de disciplina de capital e resiliência operacional, além de revisões de produção. Esse desempenho ajuda a sustentar o fôlego do Ibovespa.
A Vale reportou produção de 336,1 milhões de toneladas de minério de ferro em 2024, reassumindo a liderança global do insumo. O volume reforça guidance de médio prazo e sustenta a tese de geração de caixa, apesar da volatilidade dos preços spot do minério.
Como pano de fundo macro, o dólar iniciou em queda e tocou R$ 5,17, mas virou para alta moderada. Por volta das 14h50, a moeda americana subia 0,02%, a R$ 5,207, após ter testado ontem o menor nível em quase dois anos. A oscilação cambial não freou o apetite por bolsa, que segue amparado por setores cíclicos e commodities. Assim, o Ibovespa renova máximas, com rotação setorial e suporte de blue chips.
