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Ibovespa salta na Bolsa e renova máxima intradiária; Petrobras puxa alta

Ibovespa salta na Bolsa e renova máxima intradiária; Petrobras puxa alta
Ibovespa. Foto: Unsplash

O Ibovespa subia 2% nesta terça-feira (27), alcançando 182.346,72 pontos e cravando nova máxima intradiária às 11h15. O movimento ocorre após correção dos ganhos da véspera e acompanha o tom positivo dos mercados globais. Investidores monitoram o cenário internacional e os desdobramentos da política monetária nos EUA e no Brasil, fatores que influenciam o apetite por risco.

A alta do Ibovespa reflete o avanço das bolsas europeias e asiáticas, impulsionadas por expectativas de continuidade do ciclo de juros estáveis nos Estados Unidos. O Federal Reserve decide na quarta-feira (28) e o consenso aponta para manutenção das taxas, reforçando a busca por ativos de países emergentes. Esse pano de fundo favorece setores cíclicos e empresas ligadas a commodities.

No Brasil, o Copom abriu sua primeira reunião de 2025 nesta terça-feira (27). O mercado projeta manutenção da Selic em 15% ao ano, reforçando a prudência diante do quadro inflacionário e das incertezas externas. Um comunicado equilibrado pode sustentar o fluxo para a renda variável, enquanto qualquer sinal mais duro tende a aumentar a volatilidade.

Entre as ações, Petrobras puxa os ganhos, com PETR3 e PETR4 subindo mais de 2% às 11h15 e testando níveis recordes, apoiadas pela força do petróleo e pela percepção de geração de caixa robusta. No campo negativo, apenas três papéis recuam: ENEV3, TOTS3 e AXIA3, com baixa limitada a 0,06%, sugerindo um rali amplo e disseminado.

Desempenho anual segue firme. Em 2025, o índice acumula alta superior a 13%, enquanto em 12 meses a valorização supera 46%, evidenciando recuperação consistente e fluxo comprador. A leitura técnica aponta força do movimento, mas analistas alertam para possíveis ajustes pontuais após as recentes máximas.

No câmbio, o dólar comercial recua 0,61% às 11h20, cotado a R$ 5,247 na compra e R$ 5,248 na venda, em continuidade à queda da sessão anterior. A trégua da moeda americana diante de emergentes contribui para o humor doméstico e reforça o apetite por risco no curto prazo, em linha com o avanço do Ibovespa.

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