O IFIX encerrou esta segunda-feira (26) em 3.845,91 pontos, alta de 0,11% (+4,38 pontos) ante a sessão anterior, em um pregão de viés positivo para fundos imobiliários na B3. O índice operou majoritariamente no campo firme, refletindo o apetite seletivo por renda imobiliária em meio a um cenário de juros ainda monitorado pelos investidores.
Ao longo do dia, a faixa intradiária oscilou entre 3.820,21 e 3.842,05 pontos, mostrando volatilidade contida e liquidez concentrada nos principais componentes do IFIX. Esse comportamento reforçou a leitura de que o investidor segue buscando previsibilidade de fluxo de caixa, enquanto acompanha indicadores macroeconômicos e a temporada de resultados dos FIIs.
Entre os destaques positivos, o URPR11 liderou os ganhos, saltando 5,83% e fechando a R$ 43,39, impulsionado por leitura favorável sobre sua carteira e perspectivas operacionais. Na sequência, o OJUP11 avançou 2,57%, terminando a R$ 83,85, em movimento alinhado ao bom humor dos pares e à melhora do sentimento setorial.
Para além das blue chips do segmento, alguns fundos apresentaram movimentos técnicos relevantes, com rotação entre papéis de gestão ativa e passiva. Esse rodízio sugere ajustes táticos de carteira e busca por assimetria de preços, em linha com a dinâmica típica de fim de mês no mercado de FIIs.
Entre as maiores quedas do dia, o HGRU11 recuou 2,07%, fechando a R$ 129,30, ajustando parte dos ganhos recentes e refletindo realização pontual. Já o BTAL11 cedeu 1,91%, terminando a R$ 84,80, em um pregão de maior seletividade e atenção à composição de portfólios.
No balanço do pregão, o IFIX manteve o viés comprador, ainda que com dispersão entre classes e estratégias de fundos. Para os próximos dias, a atenção segue voltada a dividendos declarados, revisões de laudos e eventos corporativos, fatores que podem ditar o ritmo dos fluxos e sustentar a busca por rendimento recorrente.